Três mil protestam na Av Paulista em defesa dos empregos e direitos

Manifestação na Av Paulista
Foto Romerito Pontes

Manifestação faz parte do Dia Nacional de Luta contra os ataques do governo Dilma aos direitos trabalhistas e previdenciários

Parte do Dia Nacional de Lutas por Empregos e Direitos, na manhã desta quarta, 28, cerca de três mil pessoas marcaram presença na Av. Paulista, centro financeiro do país, contra as Medidas Provisórias 664 e 665 editadas pela presidente Dilma no final de 2014 e que, entre outras coisas, ataca direitos como o seguro-desemprego e pensão por morte.

Iniciativa de centrais como CUT, Força Sindical e CTB, a jornada teve adesão da CSP-Conlutas, que também mobilizou sindicatos filiados como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, que deslocou três ônibus à manifestação e entidades como a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre) e MML (Movimento Mulheres em Luta). O Sindicato dos Metroviários também compareceu,  protestando contra a demissão dos 42 trabalhadores em 2014 pelo governo Alckmin e a política econômica do governo.

‘Não aceitaremos recuo, queremos a revogação’
O protesto teve início no Vão do MASP e seguiu em passeata até o prédio do Banco Central, contornando em sentido contrário da Av. Paulista para terminar no prédio da Petrobrás. “Hoje, a classe trabalhadora está indo às ruas porque não aceita a retirada de direitos históricos“, discursou Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. Ele atacou a política econômica do governo Dilma, que privilegia os interesses dos bancos e grandes empresas, enquanto que, para os trabalhadores, impõe arrocho, inflação e cortes nos direitos.

Não devem ser os trabalhadores que paguem pela crise enquanto as empresas mantém suas margens de lucros à custa de demissões; é preciso que a classe trabalhadora e a suas organizações e centrais aceitem o desafio de continuar essa luta e mobilização, e se for preciso, parar o Brasil contra esses ataques“, disse ainda, ressaltando que “não queremos recuo, queremos a revogação das Medidas Provisórias“.

Ainda na capital, O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) também realizou protestos como parte da jornada, com manifestações na Zona Sul e Itaquera, incluindo o fechamento da Avenida Jacu-Pessego.


Ato em Fortaleza (CE)

Atos pelo país
Em Curitiba, cerca de 40 mil metalúrgicos paralisaram suas atividades neste dia nacional de lutas, o que corresponde a pouco menos da metade da categoria na região metropolitana. Fábricas como Volvo, Volks, Renault, Bosch, Case New Holland, WHB, Maflow, Basf, entre outras, cruzaram os braços. As BR 277 e 376 foram bloqueadas durante a manhã (leia a matéria completa no blog do PSTU Curitiba).

A jornada acontece em várias partes do país, com protestos organizados no Rio, Sergipe, Ceará, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Goiás, Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, PIauí e Rio Grande do Sul.

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