Trabalhadores da CSN Mineração em Congonhas (MG) fazem paralisação na manhã desta segunda-feira

O ano de 2018 já começou com muita luta também para os trabalhadores da CSN Mineração. A categoria ocupou a via que leva até a Mina Casa de Pedra numa forte paralisação que contou, ainda, com trabalhadores da mineradora Ferrous Viga e de diversas terceirizadas.

A categoria demonstrou muita coragem e organização e, mesmo debaixo de assédio e pressão, fortaleceu a luta apoiada em seu sindicato, o Metabase Inconfidentes, filiado à CSP-Conlutas. Na mobilização também estiveram trabalhadores de outras categorias, estudantes, lutadores e sindicatos de cidades próximas a Congonhas, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São João del Rei, também filiado à CSP-Conlutas.

Contra os ataques da CSN e dos governos!
A mobilização foi realizada para lutar contra os ataques da CSN Mineração. A empresa demitiu em massa no último período e ameaça prosseguir demitindo, se aproveitando da reforma trabalhista para realizar desligamentos arbitrários. A CSN também planeja mudar a jornada de trabalho do regime de turno das atuais seis para oito e doze horas em diversas equipes e setores. Vale lembrar que o turno de seis horas é uma conquista histórica que a categoria arrancou da patronal com muita bravura, numa luta que custou, inclusive, a vida de alguns companheiros.

Além disso, a empresa planeja aumentar a capacidade de sua barragem de rejeitos. A população da cidade, principalmente das comunidades vizinhas à estrutura, está amedrontada e se posiciona contra essa obra, justamente por se recordar da tragédia anunciada ocorrida a poucos quilômetros da cidade em 2015: o crime da Samarco/Vale com o rompimento da Barragem de Fundão.

Em resposta à desconfiança e à negativa da população, a CSN aterroriza os trabalhadores e a cidade, argumentando que as demissões que realiza são em razão do não aumento da capacidade da barragem de rejeitos. A empresa diz, ainda, que mais demissões se realizarão em razão desta situação. Pura balela! A empresa não está nem um pouco preocupada com os empregos. Pelo contrário, aproveita cada pequena situação para reduzir seu quadro de funcionários e produzir mais com menos pessoas. Demonstração disso é a obsessão da empresa por aumentar a jornada de trabalho: Essa medida significa mais fechamento de postos de trabalho, já que um trabalhador fará o serviço de dois, três…

Sem se esquecer dos ataques nacionais, a mobilização também teve como pauta a necessidade de uma greve geral para passar por cima da reforma trabalhista e barrar a votação da reforma da Previdência, remarcada para o próximo dia 18 de fevereiro.

Precisamos mudar o modelo de mineração!
A lógica minerária no país é bem clara: extrair o minério, encher o bolso dos grandes empresários e deixar os trabalhadores e a população apenas com as mazelas. Isso está completamente errado!

Um modelo de mineração mais justo e a serviço da população se preocuparia em operar com outras tecnologias, de modo a interromper imediatamente a utilização de barragens de rejeito, este tipo de estrutura que já mostrou não ser nem um pouco confiável. Se preocuparia também em diversificar a produção, utilizando a riqueza para industrializar as cidades e as regiões mineradoras para gerar mais empregos em outros setores. Além disso, a riqueza é da região, o correto é que os trabalhadores tenham seus direitos e empregos garantidos!

Se a CSN e as grandes mineradoras não estão interessadas em resolver todos estes problemas e dar um fim na política predatória, então elas estão mostrando que não têm capacidade de administrar nossa riqueza e deve ser estatizada. Mas os governos e políticos corruptos também já demonstraram que não estão a serviço da classe trabalhadora e dos mais pobres, então elas devem ser estatizadas sob controle dos trabalhadores e da população!

Em defesa do emprego, dos direitos e do turno de 6 horas na CSN!

Por mais investimentos das mineradoras para gerar mais empregos em outros setores!

Em defesa da estabilidade no emprego na CSN. Não ao alteamento (aumento da capacidade) da barragem!

10% dos royalties, já!

Por uma nova Greve Geral para barrar os ataques dos patrões, a aplicação da reforma trabalhista e a aprovação da reforma da Previdência!

Estatização das grandes mineradoras sob controle dos trabalhadores e da população!