Coletivo Petroleiros Socialistas, construindo a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a CSP-Conlutas

Enquanto o genocida e corrupto Governo Federal chafurda nas maracutaias, o Brasil atinge 240 mil mortos pela Covid-19 e Bolsonaro alega não poder fazer nada “porque o país está quebrado”. Quebrado para assegurar o auxílio emergencial, mas intacto para garantir a aliança com o Centrão à base da compra de votos por mais de 3 bilhões de reais.

Neste cenário, se aproveita para esquartejar a Petrobrás e orientá-la exclusivamente ao mercado e aos acionistas. A lista de crimes contra o povo é longa. Inclusive o alinhamento dos preços de derivados ao cartel internacional de petróleo, fazendo com que o preço do gás de cozinha e dos combustíveis massacrem os trabalhadores. Num país que, em meio a pandemia, perdeu-se renda e milhões de empregos!

Como se isso não bastasse, os planos deste governo genocida visam a entrega das refinarias (e de uma longa lista de ativos do patrimônio brasileiro) para especuladores estrangeiros, que propiciará monopólios regionais e aumentará ainda mais o preço da gasolina, diesel, gás e demais derivados.

Lutar contra a privatização da RLAM

O anúncio da venda da RLAM (Refinaria Landulfo Alves – Bahia) é apenas a ponta do iceberg. Esta é parte da grande negociata em curso com o imperialismo para exportar todo petróleo do pré-sal e o mercado interno se tornar refém da importação de derivados e de um parque de refino nacional dominado pelas multinacionais. O expoente desta política é o PPI (Preço de Paridade de Importação), que penaliza o povo e enche o bolso dos acionistas e agiotas internacionais.

A luta contra a venda da RLAM não pode ser apenas dos petroleiros baianos, mas deve ser unitária e nacional de todos os petroleiros – e de toda a classe trabalhadora deste país!

Derrotar a venda da RLAM é fundamental para colocar em xeque os planos de entrega das demais refinarias, do pré-sal e de todos os ativos da Petrobrás.

É hora de unificar as bases da FUP e da FNP

Para isso é necessário que entre em cena novamente a categoria petroleira, que exatamente um ano atrás fez uma grande greve que questionou essa política entreguista. Existe uma grande indignação em toda categoria, mas especialmente nas refinarias e plataformas, com os rumos privatistas dados a passos largos.

A unificação das bases da FUP e da FNP para construir a greve – nacional e unitária – poderá questionar todos esses planos privatistas e se conectar aos anseios da população que não aguenta mais pagar quase R$ 100 no botijão de gás ou a alta dos alimentos fruto do custo do óleo diesel.

É hora da indignação se transformar em organização, mobilização e preparação para a luta e isso só poderá ter sucesso com uma unidade de ação real e que envolva todas as bases de todos os sindicatos da FUP e da FNP.

Encontro Nacional de Petroleiros pode definir um calendário unitário de mobilização

A convocatória que está sendo feita nas bases da Petrobrás para que este dia 18 se torne um dia nacional contra a venda da RLAM tende a se tornar a primeira grande iniciativa de mobilização nacional dos petroleiros em 2021.

A partir desta data, é fundamental que se inicie a construção de uma greve nacional. Que as paralisações da RLAM se estendam para as demais refinarias, plataformas, terminais, termelétricas. Para isso, é necessário muito trabalho de base, unidade de ação e organização nacional.

O Coletivo Petroleiros Socialistas propõe à FUP, FNP e todos os sindicatos que convoquem um encontro nacional com ativistas eleitos que representem todas as unidades da Petrobrás a fim de construir um calendário nacional de luta, rumo à greve nacional petroleira com parada de produção.

Derrotar Bolsonaro, Mourão e Castello Branco

Para defender a Petrobrás Para derrotar efetivamente os planos de privatização da Petrobrás é preciso uma greve que questione a política de preços dos derivados e a entrega dos ativos da Petrobrás, uma mobilização de petroleiros junto com as demais categorias como bancários, eletricitários ou correios, que, junto ao movimento de massas, coloque para fora o governo Bolsonaro e Mourão!