Senado vota reforma que garante monopólio da política para os grandes partidos corruptos

Foto Agência Senado

Neste dia 3 de outubro o Senado votou por unanimidade uma “reforma” política reacionária, criando uma cláusula de barreira a partir de 2018, que vai colocar praticamente em situação de semilegalidade partidos ideológicos como PSTU, PSOL ou PCB.

Essa reforma, na verdade, garante que o PMDB (o partido mais corrupto da história do Brasil), o PSDB, o DEM, o PT, o PP do Maluf, controlem ainda mais a política.

Eles alegam que o país é ingovernável porque inúmeros pequenos partidos são legendas de aluguel, que vivem de vender tempo de televisão e do fundo partidário. Ora, mas as legendas de aluguel existentes são estimuladas pelos grandes partidos, que compram tempo de televisão e criam legendas de aluguel para utilização eleitoral. Bastava proibir o comércio do tempo de televisão.

O objetivo, porém, é outro. A intenção deles é garantir, sob controle desses partidos, o poder, tornando ainda mais antidemocrática do que já são as eleições, nas quais os grandes partidos movem milhões de reais, fazem negociatas espúrias e elegem seus candidatos

Hoje não se elege um deputado com menos de 1 milhão de reais. Quem tem 1 milhão para se eleger? Aqueles que representam os banqueiros, os grandes empresários e os ruralistas.

Os 513 deputados que estão aí se elegeram prometendo acabar com a sua aposentadoria, com o PIS, com o seguro-desemprego e com seus direitos trabalhistas? Se elegeriam se dissessem ao povo que iam acabar com os direitos? Então, quem representam esses deputados, senão a burguesia e os menos de 3% que apóiam esse governo corrupto?

Essa democracia dos ricos não nos representa e vai representar ainda menos com essa reforma política reacionária, conservadora e   antidemocrática.