Oscar R. Júnior, do PSTU Grande Florianópolis

No dia 4 de julho, um homem empunhando um revólver ameaçou servidores do IFSC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina) de Jaraguá do Sul que realizavam um protesto silencioso na cidade pelas mais de 500 mil mortes pela pandemia de COVID-19.

Os servidores colocaram cruzes representando os mais de 500 mil mortos pela pandemia somente no Brasil e traziam dizeres denunciando a corrupção e a política do governo Bolsonaro de propagar o vírus e divulgar informações falsas. Os servidores pediam, também, mais vacinas para a população.

Um homem, sem se identificar, arrancou as cruzes e gravou um vídeo ameaçando os servidores enquanto empunhava uma arma de fogo.

Este ato silencioso foi feito no dia 3 de julho, colado com o terceiro grande dia de mobilizações contra o governo Bolsonaro. Neste dia houve grandes e expressivos atos e manifestações pelo Brasil e até fora do país. Nos protestos também se pediam mais vacinas e a volta do auxílio emergencial de R$ 600.

E para continuar defendendo este governo indefensável, esta pessoa resolveu ameaçar fisicamente quem protestava contra o governo e sua política genocida. Jaraguá do Sul é um grande reduto de apoiadores do atual presidente e isso deve ter dado “desculpa” para esta pessoa covarde que não tendo argumentos parte para intimidação armada. Isto em uma cidade que se vende como uma cidade muito segura, só fica a pergunta: segura para quem?

A pesquisa nos Institutos Federais e Públicos vem salvando vidas

Semana passada soubemos que, após um ano de trabalho, pesquisadores da Fiocruz, UFSC e IFSC desenvolveram um “kit de diagnóstico para detecção do novo coronavírus, que pode ser aplicado diretamente em unidades básicas de saúde, fornecendo o resultado em até 45 minutos, com baixo custo e alta precisão”.

A educação pública não tem sido prioridade de nenhum governo. Nos últimos anos Universidades e Institutos Federais vêm sendo atacadas com contingenciamento de verbas que vem desde o governo Dilma, passando pelo breve governo Temer e agora se intensificando sob o governo Bolsonaro.

Diversas são as tentativas de desmoralização da educação pública, chamando os trabalhadores e estudantes de “vagabundos” e coisas ainda piores . O governo Bolsonaro tem promovido, inclusive, intervenção direta na autonomia de diversas universidades e institutos como no próprio IFSC que há mais de um ano tem um reitor interventor, desrespeitando por completo a eleição feita pela comunidade acadêmica do Instituto.

Os trabalhadores da educação, em especial dos Institutos Federais, precisam  se unir aos demais trabalhadores e estudantes para lutar contra todas as formas de ameaça, opressão e assédio. Necessitamos avançar na nossa organização para a luta na garantia e avanço da democracia nos Institutos, e também para a autodefesa. Não perdendo de vista a necessidade de mudança desse sistema. No capitalismo os trabalhadores e as trabalhadoras serão sempre oprimidos e explorados, esse é o caminho da barbárie! É preciso avançar para a construção de um sistema governado pelo conjunto da classe trabalhadora.

Lutar não é crime! Solidariedade aos ativistas.

Investigação e punição desse criminoso covarde!

Posse do reitor eleito. Respeito a democracia do IFSC.

Mais um caso de corrupção, Fora Bolsonaro e Mourão

Auxílio de R$ 600,00 já

Vacina no braço e comida do prato

 

Fontes

Noticias sobre a ameaça

https://www.vozdaresistencia.com.br/2021/07/05/ativistas-do-fora-bolsonaro-sao-ameacados-de-morte-em-jaragua-do-sul/

https://ocp.news/seguranca/video-policia-civil-investiga-ameaca-contra-opositores-de-bolsonaro-em-jaragua-do-sul

Noticia da Fiocruz sobre o Kit diagnóstico

https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-desenvolve-novo-kit-de-diagnostico-rapido-para-covid-19