São Paulo dá largada na greve do Banco Central

Os servidores do Banco Central (BC) de São Paulo, em assembléia no dia 7 de março, decidiram iniciar a greve por tempo indeterminado a partir desta quarta, dia 8. A greve tem como objetivo pressionar para que o governo cumpra o acordo firmado em 20 de outubro de 2005 com a categoria, após 33 dias de greve nacional. Com o descumprimento do compromisso firmado para o início deste ano, os servidores do BC iniciaram uma mobilização, e já foram realizadas paralisações de 24 horas no dia 8 de fevereiro e de 48 horas nos dias 15 e 16 de fevereiro.

Sem resposta alguma até agora, o Comando Nacional orientou para que fossem feitas assembléias em todo o país, com indicativo de greve por tempo indeterminado para dia 13 até a aprovação do PL. Entretanto, os servidores de São Paulo optaram por adiantar a greve já para o dia 8. Nos outros estados, o indicativo do dia 13 foi aprovado.

O acordo feito em 2005 previa um reajuste linear, a partir de 1º de fevereiro de 2006, de 7,5% sobre os vencimentos básicos de outubro de 2005 e complemento de 2,5% em 1º de junho de 2006, de forma a complementar 10% de elevação sobre as tabelas vigentes em outubro de 2005. Além disso, o acordo previa a cobertura no déficit do Programa de Assistência Médica. No dia 1º, entretanto, não veio nenhum reajuste e isso está mobilizando a categoria novamente.

O Banco Central não é um caso isolado. Outros acordos fechados no ano passado, com setores como Ciência e Tecnologia (CNEN e IBGE), a Saúde e as Escolas Federais também não estão sendo cumpridos pelo governo.