Saiba mais sobre a marcha do dia 16

Na próxima quarta-feira, dia 16/6, em Brasília, acontece uma grande marcha contra as propostas de reformas sindical e trabalhista do governo Lula. Espera-se a presença de milhares de trabalhadores de todas as partes do país. A concentração começa às 9h, em frente à Catedral. O protesto pretende desautorizar publicamente o acordo feito pelas centrais sindicais com o governo e com os empresários no Fórum Nacional do Trabalho. As negociações entre os três segmentos resultaram na proposta de reforma sindical do governo que aguarda ser encaminhada ao Congresso. A marcha também visa criticar o modelo econômico implantado pelo governo FHC e aprofundado por Lula.

Os manifestantes percorrerão toda a Esplanada dos Ministérios, realizando algumas paradas com o objetivo de denunciar também a situação dos aposentados e demonstrar solidariedade com os servidores públicos, que ainda estão em greve ou em negociação com o governo. No Ministério da Educação, será realizado um ato contra a reforma universitária.

A marcha está sendo organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), fórum integrado por dezenas de entidades nacionais e estaduais de trabalhadores dos setores público e privado, entre elas a Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), o Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior) e a Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais.

Entre vários outros pontos, a proposta de reforma do governo pretende fazer com que o negociado entra patrões e empregados prevaleça sobre a lei, ou seja, vários direitos correm o risco de serem “flexibilizados“ pelas negociações. As centrais sindicais poderão negociar e fazer acordos sem a aprovação das assembléias de base (e os sindicatos não poderão modificar o que for acordado). Além disso, as centrais e confederações poderão fundar um sindicato na base de outra entidade que se recuse a negociar – trata-se da institucionalização dos sindicatos “biônicos“.

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