Nesse dia 28 de março, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou que renunciará ao mandato para disputar a Presidência da República. Como não trocará mais de partido, terá que vencer João Dória aprovado como candidato pelas prévias do PSDB.

É mais uma tentativa de um setor da burguesia em construir uma terceira via para disputar contra Bolsonaro e Lula.

Leite diz não ser contra Bolsonaro nem Lula, mas, “preocupado com o momento crítico do Brasil, ser uma saída propositiva”. Mas sua proposta não trará nada de novo para a classe trabalhadora. Ele e seu partido já governaram o país e o Rio Grande do Sul.

O PSDB, com o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi responsável pela implementação dos planos neoliberais, promovendo privatizações, desemprego e repressão aos movimentos sociais.

No RS, Leite acabou com a carreira do magistério, atacou os aposentados que voltaram a pagar previdência, recentemente privatizou a CEEE (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica) a preço vil e já anunciou que privatizará o Banrisul. Acabou com a obrigatoriedade do plebiscito para a venda de estatais, exatamente para não honrar a palavra e poder vender a Corsan e outras. Sem falar no arrocho salarial promovido sobre o funcionalismo público, parcelamento de salários.

Leite, que se declarou homossexual, tentando angariar apoio no sentimento contra as opressões, havia feito campanha para o homofóbico Bolsonaro em 2018. Na pandemia, pactuou com a política do genocida ao promover a volta às aulas presencias sem vacinação e qualquer segurança. Nunca decretou um lockdown, com auxílio emergencial estadual aos desempregados, população de baixa renda, micro, pequenos e médios empresários. Mas aos grandes empresários deu isenções fiscais milionárias.

Por isso, a classe trabalhadora não tem nada a esperar de Eduardo Leite!

Construir uma Alternativa Revolucionária e Socialista para acabar com a opressão e a exploração

A vida piorou com todas as reformas que tiraram direitos, com o desemprego e a inflação. A política dos governos jogou os efeitos da pandemia sobre os mais vulneráveis e sobre as pequenas empresas que quebraram aos milhares.

Nesse quadro, distintos partidos tentam jogar todas as esperanças nas eleições, já que a própria oposição esvaziou as mobilizações pelo Fora Bolsonaro. Num ano eleitoral, o menu dos candidatos preferenciais não contém nenhuma novidade, seja Bolsonaro, seja Lula ou uma eventual terceira via. O único diferencial é o golpismo de Bolsonaro.

O que há de comum entre eles é receita neoliberal com que já governaram:  retirada de direitos, desindustrialização e desemprego, privatizações e privilegiamento de banqueiros, acionistas estrangeiros da Petrobrás, etc.

Os trabalhadores precisam construir uma alternativa própria nessas eleições!

O PSTU, em conjunto com outras organizações está construindo o Polo Socialista e Revolucionário. Ao contrário do PT, vemos a necessidade de pôr para Fora Bolsonaro e Mourão já. Queremos apresentar um programa de emergência de defesa da vida e de combate ao desemprego. Achamos plenamente possível empregar milhões e fazer as obras públicas como saneamento básico, moradias, escolas e hospitais.

Mas para isso temos que retomar do 1% mais rico os recursos que foram tomados pela exploração e falcatruas.

Evidentemente que um programa assim só poderá ser de um governo sem capitalistas e políticos profissionais, um governo dos trabalhadores organizados em conselhos populares.

A serviço desses objetivos o PSTU lançou a pré-candidatura a presidente da companheira Vera, mulher, negra e operária.