PSTU-Barbacena: A “interiorização” da COVID-19

PSTU-Barbacena

O vírus “viajou”, como o governador Romeu Zema (NOVO) queria, e, a cada dia, avança mais também no interior. Quatro das 14 macrorregiões de Minas já estão com 100% de ocupação de leitos de UTI e outras 7 já são consideradas “zona vermelha”, com mais de 70% de ocupação, inclusive a macrorregião Centro-Sul, onde estamos localizados. Um colapso do sistema de saúde no estado é iminente e as políticas adotadas pelo governador e prefeitos são criminosas! Zema, que é dono de uma rede de lojas, age em causa própria ao lançar o Programa “Minas Consciente” e trata os trabalhadores e trabalhadoras mineiros como vidas descartáveis a serviço do lucro. Não bastasse isso, o governador cobra dos trabalhadores o preço dessa crise, não paga em dia os servidores estaduais e pretende confiscar ainda mais os salários com uma reforma da Previdência.

Mesmo com a enorme e conhecida subnotificação, em Barbacena já são 324 casos confirmados, 5 óbitos e este número aumenta a cada dia! Nem mesmo o escândalo dos casos na EPCAR impediu que prosseguissem com a reabertura do comércio. O Programa Minas Consciente e sua adesão pelo município é uma enorme irresponsabilidade!

A despeito da subnotificação e do abafamento dos casos, as consequências dessa irresponsabilidade começam a aparecer. Conforme informações oficiais, ocorreram 3 surtos da doença na cidade: na EPCAR, na Oi e no Hospital Ibiapaba. A grande circulação aumenta a velocidade do contágio e afeta, inclusive, aqueles serviços essenciais, que muitas vezes necessitam suspender as atividades devido ao contágio de um trabalhador, como foi o caso do serviço de assistência social do município. Também o prefeito de Barbacena, Luiz Álvaro (PSD) se esforça para mandar a fatura da crise aos trabalhadores e trabalhadoras, a exemplo da demissão de 205 professores municipais!

Os governantes e patrões estão mandando nosso povo para o abate! O lucro não pode valer mais que a vida

Sabemos quem morrerá aguardando vaga em UTI, e não serão esses governantes nem as elites para quem governam! Serão os trabalhadores, trabalhadoras, negros e negras, povo pobre, empurrados ao trabalho e que dependem do SUS!

A realidade prova, mais uma vez, o que nós, do PSTU, temos falado reiteradamente!

– Por quarentena geral com garantia de salário e renda, inclusive nas fábricas!
– Subsídios até o surgimento da vacina de 2 salários e meio a todos e todas desempregados, informais, autônomos, agricultores familiares e pequenos comerciantes!
– Testes massivos a todos!
– Implementar a fila única de leitos, centralizada pelo SUS, sem mediação de empresas privadas ou organizações sociais metidas em corrupção.
– Garantir isolamento social nas periferias, requisitando imóveis vazios e hotéis.
– Conceder crédito para o pequeno negócio, isenção de impostos e garantia do pagamento dos salários dos funcionários dos negócios com até 20 trabalhadores.
– Isentar desempregados e informais do pagamento de luz, água e aluguel.
– Suspensão do pagamento da dívida aos bancos: todo o ano o governo paga R$ 1 trilhão de juros e amortizações dessa falsa dívida.

Para precisamos precisamos

– Fomentar a auto-organização popular nas periferias e ações de solidariedade
– Parar as fábricas e locais de estudo que estejam funcionando.
– É preciso um plano de mobilização geral que envolva o movimento de massas, com assembleias, “dias de luto” ou de “cor”, que todos vão trabalhar adesivados, panelaços com panos pretos nas janelas, somados aos protestos contra o governo, rumo à construção de um dia de paralisações. É preciso parar tudo em defesa da vida, do emprego, do salário e da renda de modo que todos possam fazer isolamento social.

Fora Zema!
Fora Bolsonaro e Mourão!