Em abril de 2020, o PSTU, por meio de seu dirigente estadual, Gilberto Vasconcelos, entrou com uma ação popular para que o Estado centralizasse a totalidade dos bens e serviços de saúde (público e privado) e os colocassem a serviço da vida durante a pandemia.

O judiciário amazonense arquivou a ação. Além disso, fomos contrários à abertura dos serviços não-essenciais (comércio, indústria e serviços públicos), mas o governo de Wilson Lima (PSC) ignorou completamente todas as advertências vindas de vários setores da sociedade. Reabriu a indústria, o comércio e os serviços públicos. O resultado está vindo à tona com o aumento substantivo de infectados, mortes e o colapso no sistema de saúde.

A pressa em atender aos interesses empresariais e a negativa em oferecer auxílio aos trabalhadores, desempregados e pequenos negócios, estão levando a situação ao desespero. Wilson Lima, assim como Bolsonaro, fez vistas grossas à gravidade da situação, negligenciou os protocolos de saúde, escamoteou dados, sinalizou para o fim da pandemia e o resultado não poderia ser mais catastrófico.

1. Lockdown para todos (comércio, indústrias, serviços públicos não-essenciais). Deve funcionar apenas os setores essenciais. E que as fábricas sejam utilizadas para fabricação de materiais para ajudar a salvar vidas.

2. Auxílio financeiro para os trabalhadores, desempregados, sem renda e para os pequenos negócios de até 20 funcionários. Isso implica a manutenção e ampliação do auxilio já existente e a abertura de uma nova linha para os pequenos negócios.

3. Que seja instalado um Comitê de Crise, sob a direção do Estado, com a participação de setores da sociedade civil organizada: OAB, CNBB, entidades científicas, centrais sindicais, etc. Para coordenar, controlar e deliberar as ações durante a pandemia.

4. Que o Estado requisite a totalidade dos bens e serviços de saúde (público e privado) necessários para salvar vidas e os coloque a serviço do poder público, sob a coordenação do Comitê de Crise.

5. Garantia de condições de trabalho aos profissionais da saúde. Que sejam disponibilizados aos profissionais da saúde todas as condições para que os mesmos possam exercer suas atividades com segurança.

6. Testagem em massa. É essencial a realização de testes para toda a população. Sem essa medida as chances de controlar a pandemia são reduzidas. Então é preciso envolver a UEA, O INPA, FIOCRUZ e o CBA no processo de testagem.

7. Vacina para todos, imediatamente. É dever do Estado garantir a saúde da população. A vacina é única medida eficaz para combater o vírus.

8. Por fim, é preciso lutar para retirar o principal empecilho às medidas de saúde. É preciso derrubar o governo Bolsonaro/Mourão. Essa deve ser a primeira medida que devemos tomar para poder cumprir a difícil tarefa de realização do protocolo de saúde.

Manaus, 5 de Janeiro de 2021

Diretório Estadual do PSTU