Emanuel Oliveira da Silva, de São Bernardo do Campo (SP)

Segunda-feira, 4 de outubro, em uma manhã chuvosa, os trabalhadores da General Motors de São Caetano do Sul, região do ABC Paulista, por amplíssima maioria, rejeitaram a proposta apresentada pela direção da General Motors (GM). Os trabalhadores estão parados desde o último dia 1º.

Após a reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que não deu em nada, entre o sindicato e a direção da GM na sexta-feira, dia 1º de outubro, a empresa foi obrigada a recuar de sua intransigência de querer retirar a cláusula 42 que trata do trabalhador lesionado.

Segundo o presidente do sindicato, Cidão da Força Sindical, a direção da empresa, no domingo pela manhã, apresentou uma proposta que, segundo sua fala em cima do carro de som, “poderia ser avaliada”. Mas, apesar disso, a rejeição foi quase unânime, os trabalhadores já demonstravam ao grito de “a greve continua, a greve continua” que não estavam dispostos a retornar ao trabalho.

A proposta rejeitada é a seguinte: a grade salarial retornaria a ser reajustada de 6 em 6 meses; a primeira parcela do 13º do ano que vem seria paga em fevereiro de 2022; reajuste no salário de 10,42% a partir de 1 de setembro desse ano; manutenção da cláusula 42; sem aumento do vale alimentação VA; sem aumento real; e os trabalhadores retornariam à produção suspendendo a greve, com as negociações sendo retomadas na quarta-feira, dia 6 de outubro, para discutir as cláusulas sociais.

Com a rejeição da proposta, o sindicato encerrou a assembleia e pediu que os trabalhadores retornassem às suas casas. Ao terminar a assembleia, um trabalhador saindo para pegar sua moto disse que “a GM vai ter que dar aumento real, queremos VA, não vamos ceder”. Esse é o sentimento de todos os trabalhadores, e seguiu dizendo “a direção do sindicato é frouxa tem que apertar mais a GM”.

Temos que cercar essa greve de solidariedade, pois uma vitória dos trabalhadores da GM de São Caetano melhora o ânimo da classe de conjunto e abre um espaço na luta contra a retirada de direitos.

Os trabalhadores da GM de Mogi das Cruzes, em solidariedade, fizeram assembleia e votaram paralisar nesta terça-feira por 1 hora, na quarta-feira por 2 horas e, se não houver acordo, vão parar na próxima segunda-feira. Esse é um exemplo importante a ser seguido.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (filiado à CSP-Conlutas) também realizou assembleia na GM em solidariedade à luta dos trabalhadores da GM de São Caetano. O mesmo ocorreu na GM de Gravataí no Rio Grande do Sul.

Nós, do PSTU, como já foi dito pelo Luiz Carlos Prates, o Mancha da CSP-Conlutas, na sexta-feira passada, não mediremos esforços para que essa greve seja vitoriosa.