O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz palestra de encerramento do Seminário de Abertura do Legislativo de 2020

Ministro já havia chamado servidores públicos de “parasitas”

Nesta quarta-feira, 12, ao defender que uma taxa de câmbio mais alta é “boa para todo mundo”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o dólar mais barato estava permitindo que “todo mundo” pudesse ir para a Disneylândia, até empregada doméstica.

Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí”, disse.

Paulo Guedes é a cara da burguesia brasileira. É preconceituoso, odeia pobre, quer entregar todas as nossas riquezas para os gringos e ficou rico parasitando o Estado.

Há pouco chamou os servidores públicos de “parasitas” durante uma palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV) no dia 7 de fevereiro. “O governo está quebrado, gasta 90% da receita com salário e é obrigado a dar aumento”, afirmou o ministro-banqueiro ao atacar o reajuste da inflação à categoria. “O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita”, reafirmou referindo-se aos servidores.

Mas é o ministro-pilantra que é, na verdade, um parasita com “P” maiúsculo. Guedes é um banqueiro espertalhão que sempre viveu às custas do Estado. Ganhou dinheiro fraudando fundos de investimentos que receberam R$ 1 bilhão entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. Sua irmã é vice-presidente da Associação Nacional de Universidades Privadas (Anup), e não por acaso Guedes defende um programa privatista de distribuição de vouchers (cupons de desconto) para a educação. A ideia é simples: cupons distribuídos (financiado pelo dinheiro público, claro) para que os alunos possam pagar mensalidades nas escolas privadas. Nessa jogada só ganha o dono da escola, a irmã de Guedes e o próprio ministro-parasita que vai faturar algum dindin.

Guedes e seus amigos banqueiros são os verdadeiros parasitas que sugam o Orçamento público. Apesar da crise e do desemprego é essa turma que continua lucrando bilhões. Quase metade do Orçamento público vai anualmente para o pagamento de juros da dívida pública, engordando o bolso desses parasitas. Só em 2019, os banqueiros receberam R$ 997 bilhões, o que representa 44% do Orçamento. Para 2020, foi reservado R$ 1,6 trilhões para eles. Atacar servidores com a reforma administrativa é transferir mais dinheiro pra essa gente.