Passeata reúne 7 mil pessoas e pára o centro do Rio

Passeata no centro do Rio de Janeiro
Conlutas-RJ

Greves, paralisações, cortes de estradas, atos e grande passeata marcam o dia 23 no Rio de Janeiro. Ato foi contra as reformas neoliberais e a política econômica de Lula e do FMI.

O dia 23, no Rio de Janeiro, levou 7 mil pessoas ao centro da cidade. A passeata que saiu da Candelária, mesmo com a chuva, fez com que milhares ocupassem as quatro pistas da avenida Rio Branco, em manifestação contra as reformas neoliberais e a política econômica do governo Lula.

A semana foi marcada pela deflagração das greves dos servidores federais da Cultura, do Ibama e do Banco Central. No dia 23, entre outros, pararam os servidores do Incra e do Arquivo Nacional. Os profissionais de educação também estavam em luta. A rede estadual de ensino parou por 48 horas. A rede municipal, que parou por 24 horas, realizou um grande ato com 5 mil pessoas em frente à Prefeitura do Rio, para exigir de César Maia o fim da aprovação automática nas escolas municipais.

O movimento dos sem-terra, em luta pela reforma agrária, bloqueou estradas no Norte e no Sul Fluminense. Foram presos vinte militantes sem-terra. A Baixada Fluminense se dirigiu ao grande ato após os comerciários fazerem o famoso “atrasão” em grandes lojas de Nova Iguaçu.

A Juventude também aderiu com força. Além dos secundaristas, que fizeram ato no dia 22 de maio em defesa do passe-livre, a Conlute participou com os estudantes universitários que ocuparam a reitoria da UFRJ na manhã desta quarta-feira contra a reforma universitária e em defesa do “bandejão”. A partir das 14h, todos os movimentos se encontraram na Candelária, de onde partiu uma grande passeata que parou o centro do Rio de Janeiro.

Além do governo Lula, também foram denunciados os governos estadual e municipal pelas medidas implementadas no Estado, que são cópias fiéis das reformas de Lula/FMI e que dão milhões às obras do Pan-americano e nenhum centavo à educação, saúde e moradia. Além disso, foi destacada a violência promovida pelos “caveirões” e as remoções de famílias para maquiar a cidade para o PAN.

A unidade do ato mostrou que é preciso lutar em defesa dos nossos direitos e é possível barrar as reformas de Lula/FMI. Entretanto, para sermos conseqüentes nessa luta e sairmos vitoriosos, a Conlutas fez um chamado às entidades que ainda apóiam o governo para que se posicionem contra todas as reformas, seja da Previdência, sindical, trabalhista ou universitária, contra o PAC e que rompam com o governo Lula. Só assim é possível defender e ampliar os direitos dos trabalhadores do campo e da cidade e da juventude.