Ou vota contra a PEC ou vai para o poste

O comando nacional unificado de greve e a CNESF convocam todos os parlamentares a votarem contra o relatório de José Pimentel (PT-CE) e se somarem na exigência de negociação verdadeira.

O relatório deverá ser votado na Comissão Especial por esses dias e depois irá a Plenário. Os servidores devem intensificar as mobilizações e também seguir colocando nos postes de todo o país a cara de cada deputado que vota a favor do governo em cada etapa desta reforma. Os que votaram sim na Comissão de Constituição e Justiça. Os que votarem sim na Comissão Especial e os que votarem sim no Plenário.

Poste também para os 30 do PT e para o PCdoB, se votarem sim à reforma

A exigência de que todos os parlamentares votem contra essa reforma é central. E se tal exigência vale para todos, com mais razão ainda, vale para aqueles que se dizem socialistas e de esquerda, como é o caso do grupo dos 30 do PT, que dizem não concordar com os rumos do governo, mas que até agora não se comprometeram a votar contra a reforma. Ao contrário dos radicais – que têm reafirmado que votarão contra a PEC, mesmo que sejam expulsos – os deputados do grupo dos 30 defendiam emendas a essa reforma e muitos argumentam que não podem romper a “disciplina partidária”. Outros dizem que vão fazer declaração de voto contra, mas votar a favor. E outros chegam ao cúmulo de argumentar que o voto deles “não fará diferença”. É o fim da picada. Se o voto deles “não faz diferença”, por que se candidataram e pediram votos para os trabalhadores? Deveriam, então, renunciar. Sim, porque, além de tudo, isso é estelionato eleitoral.

Se votarem contra a “reforma”, os 30 do PT e também o PCdoB – ao contrário do que dizem – farão enorme diferença, pois criarão uma crise sem precedentes na base governista e, por tabela, abrirão as comportas para que o governo e o FMI não consigam a votação necessária.

Os servidores estão corretíssimos em exigir que TODOS os parlamentares votem contra essa reforma, bem como em botar no poste TODOS que a aprovarem.
Post author Mariúcha Fontana,
da redação
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