Oposição tem 33,7% dos votos dos bancários cariocas

Campanha consolidou alternativa de direção aos governistas da CUTApesar do uso do aparato, do apoio do governo e dos banqueiros aos governistas da chapa 1, a oposição obteve 4.183 votos (33,7%) dos bancários da ativa do município do Rio de Janeiro. A Chapa 1, da Articulação/PCdo B/CUT recebeu 7.955 votos (64,2%). A Oposição venceu em todas as urnas de Bancos Públicos – BB, CEF e BNDS.

Foram semanas de uma árdua, mas bela campanha, onde debateu-se com os 30 mil bancários sobre a necessidade de construirmos uma alternativa de direção para que nossas lutas sejam vitoriosas. A chapa 2 mostrou à categoria como se estabelecem as relações entre a direção do Sindicato, a CUT, o governo e os banqueiros e como essa aliança traz perdas salariais e demissões.

Sindicato com os banqueiros
Enquanto a Chapa 2 vendia rifas para sustentar seus materiais, a Chapa 1 fazia uma campanha milionária. O dinheiro que faltou para garantir a campanha salarial e as greves abundava na campanha da chapa da direção do Sindicato.

Nos banco privados, muitos dos ativistas da oposição não puderam participar da chapa devido à ameaça de demissão. Do outro lado, os candidatos da Chapa 1 eram protegidos pela direção dos bancos. Enquanto os candidatos da oposição não eram “liberados“ pelos bancos para fazer a campanha, a Chapa 1 tinha centenas de dirigentes sindicais que só aparecem em período de eleições. A oposição somente teve acesso aos nomes e localização dos sindicalizados um dia útil antes das eleições, por força de uma liminar judicial. Enquanto isto, a direção do Sindicato enviava milhares de malas-diretas para todos os cadastros do Sindicato e controlava todos os roteiros de urnas.

Fortalecer a OPOSIÇÃO BANCÁRIA
Depois da eleição, a oposição chama a categoria a seguir construindo por uma nova direção e não deixar suas lutas à mercê dos sindicalistas governistas. Como na campanha salarial deste ano, em meio à campanha eleitoral, onde o Sindicato fará, descaradamente, a blindagem da campanha de Lula e do PT. Por fora do Sindicato, nas assembléias, a voz e a vontade da categoria podem se expressar. Os ataques não cessam: demissões nos bancos privados, corte de despesas com pessoal no BB etc.

Mas, para tal, precisamos fortalecer, desde já da Oposição Bancária. A construção da chapa foi uma grande vitória, unificando diversos setores, da esquerda de luta da categoria. A partir destas eleições, a responsabilidade é ainda maior, para manter a alternativa de direção da categoria bancária.