Oposição de esquerda para apontar o caminho

Não pode ser que a alternativa a Lula seja FHC, e que a alternativa a Marta Suplicy seja José Serra. Os trabalhadores e a juventude não podem permitir que o país continue com o mesmo plano econômico, a mesma corrupção, os mesmos partidos.

Não pode ser que os trabalhadores continuem dirigidos pela CUT e Força Sindical, que apóiam as reformas Sindical e Trabalhista e bloqueiam as mobilizações. Não pode ser que os estudantes sigam com a UNE chapa branca, que apóia a reforma Universitária.

É necessário preparar mobilizações em defesa de nossos salários e emprego em todas as categorias, e lutar contra as reformas Sindical e Trabalhista, independente das direções da CUT e Força Sindical. É necessário enfrentar a reforma Universitária, independente da direção da UNE.

Para isso, foi formada a Coordenação Nacional de Lutas. A Conlutas está convocando o ato nacional, no dia 16 de junho, em Brasília, para protestar contra as reformas Sindical, Trabalhista e Universitária, contra a Alca e o FMI, em defesa de salários, emprego e terra.

Com o mesmo sentido, acaba de ser formada a Coordenação Nacional de Lutas Estudantis (Conlute) no Rio de Janeiro, final de semana passado. A Conlute nasce para apoiar as mobilizações contra a reforma Universitária, apoiada pela UNE, e já está participando da convocação do ato de 16 de junho.

Essa necessidade de uma oposição de esquerda ao governo também deve se manifestar no campo eleitoral. O PSTU está apresentando candidaturas socialistas às prefeituras de todo o país. Não podemos permitir que a oposição de direita capitalize o desgaste do governo Lula e, por isso, apresentamos uma alternativa de esquerda, socialista e de lutas.

É necessário que todos os ativistas que queiram lutar contra o governo e construir uma oposição de esquerda, se somem à Conlutas e a Conlute e à preparação do dia 16. E chamamos a todos também a apoiarem nossas candidaturas às eleições de 2006.

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