Operários da CSN paralisam em Congonhas (MG)

Trabalhadores param por duas horas como resposta a provocação da patronalA Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é uma das empresas que mais cresceu nos últimos anos, registrando, em 2007, um lucro de 2,9 bilhões de reais. Parte importante dos lucros da empresa foi conseguido devido a sua política de arrochar os salários dos trabalhadores. Desde 1992, quando foi privatizada, os trabalhadores da companhia acumularam 32% de perda salarial e perderam a maior parte dos benefícios que recebiam quando era estatal.

Apesar do resultado positivo em 2007, a empresa se nega a negociar sobre o aumento da produtividade. Sua proposta é reajustar o INPC e conceder apenas 1% de aumento real, além de um Vale Supermercado (apelidado de Vale Feira) de R$ 50, uma proposta muito aquém das expectativas dos empregados. Para completar, a empresa fez uma provocação aos trabalhadores ao convocar uma reunião de negociação para apresentar a mesma proposta já rejeitada em assembléia.

O Sindicato Metabase Inconfidentes, que representa os trabalhadores da mineração de Congonhas, Ouro Preto e região, onde está lotada a Mina Casa de Pedra da CSN, iniciou hoje a mobilização da categoria fazendo uma paralisação de duas horas na porta da empresa. A parada contou com 100% de adesão e atrasou a entrada do turno e do administrativo. Essa primeira parada marca o início de um processo de mobilização que pode culminar numa greve nacional dos trabalhadores da CSN.

A atividade contou com o apoio da Conlutas, central a qual o sindicato é filiado, e do Metabase de Itabira, além da solidariedade de dezenas de outros sindicatos. O sindicato reivindica 10% de aumento real, 32% de recuperação das perdas desde a privatização, Vale Supermercado de R$ 300, piso salarial do Dieese, fim do banco de horas e o restabelecimento de todos os benefícios dos tempos de estatal. Essa campanha salarial também está inserida na luta do movimento social pela reestatização das empresas privatizadas (caso da CSN).