Macaé: utilização de salas de aula de colégio público por faculdade particular revolta comunidade escolar

Núcleo do Sepe (Estadual dos Profissionais de Educação) mobiliza parlamentares para impedir perda de patrimônio públicoO núcleo de Macaé (RJ) do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) iniciou uma campanha em defesa do Colégio Estadual Luiz Reid, mobilizando a comunidade escolar e autoridades parlamentares para barrar os ataques ao patrimônio público. Quatro salas de aula do prédio principal da escola foram entregues para a utilização por uma faculdade particular, que pretende abrir quatro novos cursos no local.

Durante todo o ano de 2007, a comunidade escolar se manteve em mobilização permanente para evitar a perda do patrimônio público. A direção da Coordenaria de Educação Norte Fluminense 2 (CNF2), porém, não deu ouvidos às reclamações e apoiou a idéia da entrega das salas, além de reprimir a mobilização na escola.

A denúncia de oito professores à polícia, acusados de injúria depois da realização de uma passeata, foi só uma das atitudes repressivas tomadas pela direção da CNF2, numa nítida demonstração de falta de democracia e de intimidação do movimento. A denúncia redundou num processo judicial contra os oito profissionais de educação na comarca de Macaé.

Os fatos
No dia 9 de agosto de 2007, os profissionais do Colégio Luiz Reid participaram de uma manifestação pública para demonstrar sua indignação contra alguns acontecimentos que envolviam ações da CNF2 contra a escola, tais como solicitação de salas de aula para a instalação de cursos de uma faculdade privada no local, exoneração da equipe de direção da unidade, eleita pela categoria e pelos alunos, sob a alegação de desobediência que, supostamente, teria como justificativa a direção exonerada ter se negado a entregar as salas para a Faculdade de Filosofia de Macaé; 3) a substituição da direção exonerada por uma outra, imposta, sem consulta prévia à comunidade e sem esclarecimento sob o por que da direção anterior ter sido exonerada; e pela legalização da área da escola. A passeata reuniu mais de 200 pessoas, entre alunos, professores e responsáveis, que ocuparam as ruas para defender a escola pública.

Ao chegar na Coordenaria, a manifestação tentou, pacificamente, conversar com a coordenadora regional que, após receber a comissão, acionou a polícia e, ainda deu queixa contra alguns dos professores. Os manifestantes foram acusados por ela de danificar o patrimônio público, quebrando as janelas do prédio, que, como é sabido por todos, estava em reforma. O que ocorreu na verdade foi o descolamento de um vidro de uma janela que estava sendo pintada. Cabe lembrar que, prontamente, os manifestantes se responsabilizaram pelo problema e se dispuseram a pagar os prejuízos, o que foi prontamente descartado pela coordenadora. Ela também colocou na sua queixa uma acusação de “desaparecimento de documentos”, outra alegação falsa.

Moções de apoio para:

sepemacae@yahoo.com.br
c/c: alexelias_br@yahoo.com.br