Ocupações contestam latifúndio urbano

Na madrugada de 27 de julho, cerca de 600 famílias ocuparam um terreno de 360 mil m2 em Osasco, região metropolitana de São Paulo. “É um latifúndio urbano numa cidade que tem um número elevado de pessoas sem moradia e não há nenhum projeto para resolver o problema“, afirma Alex da Silva, membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Atualmente, 2.800 famílias estão no Acampamento Carlos Lamarca, dirigido pelo MTST e pelo Movimento de Luta Popular (MLP). Segundo Alex, a maior parte delas é formada por desempregados que não conseguem mais pagar aluguel. “Continuamos buscando uma negociação junto à prefeitura e estudando um projeto com a comunidade local. Poderiam ser assentadas aqui até 4 mil famílias“.
O candidato do PSTU ao governo do Estado, Dirceu Travesso, esteve na ocupação. “Essa mobilização é parte da luta contra a política neoliberal, que leva ao desemprego e à falta de condições mínimas de vida, saúde, educação e moradia para a população. Nosso partido presta solidariedade aos companheiros do Acampamento Carlos Lamarca e de todas as mobilizações por terra e moradia em São Paulo“, afirma. Dirceu também apoia o Acampamento Irmã Alberta, ocupação realizada em 20 de julho em terreno da Sabesp, na Rodovia Anhanguera.
Post author Luíza Castelli,
de São Paulo
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