PSTU Feira de Santana (BA)

Nessas eleições municipais de 2020, Feira de Santana voltou a ter segundo turno após 24 anos, dessa vez entre o candidato do PT, Zé Neto, à frente do então prefeito Colbert Martins (MDB). Esse cenário confirma a maior crise política da velha oligarquia que governa a nossa cidade há mais de vinte anos, tendo José Ronaldo como o principal coronel, e Colbert como uma marionete desse grupo da direita carlista feirense.

Essa crise com a possibilidade real do fim do domínio político de Zé Ronaldo e seus indicados, expressa o desgaste de sucessivas gestões elitistas e antipovo, que ao longo desses anos consolidaram um modelo de cidade voltada para os ricos em detrimento dos mais pobres. Nesse sentido, saudamos e endossamos a iniciativa das massas que nesse primeiro turno sinalizaram nas urnas a sua indignação contra o governo Colbert (MDB) e toda essa política dos de cima.

Essa revolta se manifesta não apenas nas urnas, mas, sobretudo, nas lutas do nosso povo e da nossa classe, através do movimento sindical, da juventude, das mulheres, da população LGBT, dos camelôs, feirantes e demais trabalhadores precarizados dessa cidade. Para nós do PSTU, esse é o lado que tomamos como partido revolucionário. Para além das eleições, estamos juntos com os trabalhadores em prol de melhores condições de vida, moradia, saúde, trabalho, cultura e educação. Construindo a auto-organização dos debaixo e uma alternativa socialista para governarmos uma cidade apoiada por conselhos populares.

Portanto, não nos iludimos nem com as eleições burguesas, tampouco com a “oposição” de Zé Neto (PT) em Feira de Santana. Pois o PT, que governa a Bahia ao longo dos governos Wagner (2006-2014) e do atual governador Rui Costa, e aplica a mesma política do carlismo de ataques aos trabalhadores, aprofundando a pobreza do estado mais desigual do Brasil, segundo o IBGE. Acreditamos que a real mudança em nossa cidade deve surgir como fruto de um acúmulo das lutas sociais e dirigidas por uma verdadeira oposição revolucionária, com independência de classe e um projeto socialista para Feira de Santana.

“Fora Colbert” e toda corja de Zé Ronaldo!

Em apenas dois anos de gestão, o governo Colbert Martins (MDB) escancarou o desastre da política aplicada pela direita que governa a nossa cidade em duas décadas. As ruas esburacadas do centro urbano é apenas um exemplo da crítica infraestrutura de Feira de Santana, uma cidade abandonada e destruída pelo mesmo grupo político que outrora anunciavam aos quatro cantos o falso emblema do “trabalho”. Com Colbert, todo o discurso de “progresso”, alardeado por Zé Ronaldo e seus comandados, caiu por terra na medida que o desenvolvimento da cidade sempre serviu aos mais ricos e contra os mais pobres.

Esse mesmo governo atual como segmento da política ronaldista foi responsável pela continuidade de um modelo de cidade marcada pela gentrificação urbana, por meio de projetos elitistas que valorizam a especulação imobiliária, como o inoperante BRT, que até hoje é um grande elefante branco no meio da cidade, acompanhados por uma ofensiva limpeza social, através do “Novo Centro” e o “Shopping Popular”, projetos que atendem aos interesses da minoria composta pelos grandes lojistas e prejudicam milhares de camelôs, feirantes e trabalhadores ambulantes, que perderam seus locais de trabalho nas ruas – um patrimônio histórico e cultural de Feira de Santana.

Com a educação sucateada, o governo Colbert (MDB), iniciou o projeto de privatização da educação pública com a compra de vagas nas escolas particulares e atacou os professores com a negação do pagamento dos precatórios do FUNDEF. Ademais, cortou salários dos trabalhadores da educação e interrompeu a merenda escolar para as famílias carentes em plena pandemia. Também durante essa crise da covid-19, Colbert Martins, médico de formação, optou por ceder à ganância dos grandes empresários, valorizando o lucro ao invés das vidas. Não fez testagem massivas e não estatizou o atual hospital de campanha que pertence ao âmbito privado. Além do mais, durante a crise econômica agrava pela pandemia, expulsou milhares de trabalhadores precarizados das ruas, tirando o sustento das famílias carentes da cidade.

Basta! Esse desgoverno precisa acabar! Nesse segundo turno vamos com as massas pelo “Fora Colbert (MDB)” e toda a corja de Zé Ronaldo!

Zé Neto (PT) não é solução: por um projeto socialista em Feira de Santana

Não podemos enganar a nossa classe, e nem ceder as chantagens do eleitoralismo burguês, como diz o revolucionário Leon Trotsky, é preciso “olhar a realidade de frente; não procurar a linha de menor resistência; chamar as coisas pelo seu nome; dizer a verdade às massas, por mais amarga que seja”.

Não apoiamos Zé Neto (PT) no segundo turno dessas eleições, pois não acreditamos que uma verdadeira mudança possa surgir de um governo de conciliação de classes e de traição aos trabalhadores. A plataforma política de Zé Neto (PT), representa a mesma lógica do governo de situação, com acordos firmados com o grande empresariado local, a exemplo do seu vice, e que não apresenta nenhuma ruptura com o modelo de cidade excludente e voltada para o progresso de uma minoria elitista.

Enquanto parlamentar na Assembleia Legislativa (ALBA), Zé Neto foi a principal liderança de uma política traidora dos governos do PT na Bahia que abandonou os movimentos sociais e governou para a burguesia em torno da tal “governabilidade”. Tratam-se dos governos que aprofundou o genocídio do povo negro, e manteve a segregação social no estado, com a “correria” para os ricos e a exploração e violência para os pobres.

Tanto Jacques Wagner como Rui Costa foram os governadores que, apoiados por Zé Neto, mais atacaram as universidades públicas e fecharam os diálogos com as categorias dos servidores estaduais, cortando salários e criminalizando a luta nas greves das diversas categorias. Não por acaso, Rui Costa com a reforma da previdência e tantos outros ataques aos trabalhadores, é considerado como o “Bolsonaro da Bahia”.

Por esses motivos não confiamos em Zé Neto (PT), que sempre fez o jogo da direita ao trair a classe trabalhadora em busca de poder. Nesse segundo turno, vamos com tudo pelo Fora Colbert! Sem nos iludirmos com Zé Neto (PT). Nosso lado é com a classe trabalhadora, na luta pelo socialismo e a revolução. Nossa tarefa número um é organizar as lutas dos trabalhadores, da população LGBT, das mulheres, dos negros e negras da cidade, construindo uma alternativa dos debaixo contra a política dos de cima.

– Fora Colbert (MDB) e toda a corja de Zé Ronaldo, já!
– Zé Neto (PT) não é Solução!
– Por uma cidade governada por conselhos populares!
– Feira precisa de um Projeto Socialista!