Neste 1º de maio, todos aos atos classistas e de luta


Vamos às ruas lutar contra a inflação, as demissões nas montadoras, a criminalização das lutas e da periferia e por uma Petrobras 100% estatal

Neste 1º de maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, motivos não faltam para ir às ruas. De um lado, a inflação corrói cada vez mais os salários. Já nas fábricas, as montadoras anunciam demissões mesmo após terem recebido bilhões do governo. A Petrobras, nossa principal estatal, sofre com a privatização levada a cabo pelos governos do PSDB e depois continuada com o PT, que está causando aos escândalos de corrupção que vemos agora. E, em meio a tudo isso, a polícia recrudesce sua repressão contra os movimentos sociais e a juventude pobre e negra das periferias.

Inflação
Está cada vez mais caro ir ao supermercado ou passar na padaria. Os preços não mentem, a inflação voltou para valer, e atinge principalmente os alimentos. Justamente o item que mais pesa no bolso dos trabalhadores.

Só para se ter uma ideia, os preços em geral subiram 6,15% nos últimos 12 meses. Mas acontece que o dos alimentos subiu muito mais. O preço do pão francês aumentou 14% nesse tempo, enquanto o do macarrão subiu 12%. Ou seja, mais que o dobro que a inflação geral. Em muitos lugares, o quilo do pãozinho está mais de R$ 10. Em 2014, os preços dispararam. Só em março, o tomate subiu 32%, enquanto que a batata aumentou 35%. As verduras, por sua vez, tiveram aumento de quase 10%.

Façamos como os garis do Rio!
O custo de vida só aumenta e os nossos salários continuam iguais. Como resolver isso? Os garis do Rio de Janeiro mostraram o caminho. Em pleno carnaval, eles cruzaram os braços e enfrentaram os governos, a polícia e o próprio sindicato, que era contra a greve. A luta dos companheiros teve amplo apoio da população e eles conquistaram 30% de reajuste. Mostraram para todo o país que, lutando, é possível vencer.

Os demais trabalhadores estão seguindo esse exemplo. No Comperj (refinaria da Petrobrás em Itaboraí-RJ), os operários estão lutando, assim como na Imbel (estatal que fabrica armas que tem plantas em Itajubá-MG e no Rio). Os servidores públicos também estão mobilizados e alguns setores já estão em greve, como os funcionários e técnicos administrativos das universidades federais.

Só lutando vamos conseguir derrotar essa inflação que come cada vez mais os nossos salários. Vamos aos 1º de maio exigir do governo Dilma que decrete o congelamento nos preços, assim como o aumento geral nos salários.

Contra a criminalização da juventude negra
Assistimos nas últimas semanas o recrudescimento da repressão policial contra as comunidades pobres em todo o país. Os recentes assassinatos perpetrados pela PM no Rio de Janeiro expuseram de forma clara a verdadeira face das UPP’s (Unidade de Polícia Pacificadora). O assassinato do jovem Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, dançarino de um programa da rede Globo, desatou uma onda de revoltas entre a população do morro Pavão-Pavãozinho, Zona Sul da cidade. A polícia, mais uma vez, tratou a revolta popular com mais repressão e mortes.

Por trás de tudo isso está a política de segurança e repressão voltada para a Copa do Mundo, cujo objetivo é manter o controle das comunidades pobres para a realização dos jogos, protegendo os lucros das grandes multinacionais e da Fifa. Para isso, criminalizam-se os movimentos sociais e os ativistas e se aprofunda a repressão contra os jovens pobres e negros. Vamos às ruas exigir o fim da repressão e da violência policial contra a juventude da periferia e a desmilitarização da Polícia Militar.

Participe dos atos classistas e de luta
Em todo o país, ocorrerão atos classistas e independentes em alternativa aos atos-shows realizados pelas grandes centrais como a Força Sindical e a CUT, financiados pelas empresas e o governo. Os setores independentes do movimento sindical e social, como a CSP-Conlutas, organizam manifestações que retomam o verdadeiro sentido da data, colocando nas ruas as principais reivindicações da classe trabalhadora. Participe!

Rio de Janeiro
Acontece nesse dia 30 de abril, às 16h, em frente à Petrobras. No dia 1° de Maio, ato às 9h, com concentração na Avenida Brasil em frente à Fio Cruz.

São Paulo
Em São Paulo, a CSP-Conlutas participará da manifestação na Praça da Sé que começará às 10h30 logo após ato ecumênico.

São José dos Campos (SP)
Os metalúrgicos de São José dos Campos, neste 1º de Maio, vão fazer o verdadeiro Dia do Trabalhador. Será às 10h, no Jardim Colonial, na Rua José R. Bastos (rua da feira)

Porto Alegre (RS)
Ato unificado no 1º  de maio, às 10h no Brique da Redenção

Fortaleza (CE)
O ato será às 8h, em frente à UECE ( Campos do Itaperi).

Aracaju (SE)
 
Ato às 9h no Coqueiral. Concentração no posto de saúde do Coqueiral.

Distrito Federal
A atividade acontecerá na Escadaria do Metrô da Rodoviária do Plano Piloto, às 10h do dia 1º de Maio.