Não aos ataques à liberdade de expressão e organização dos estudantes e sindicatos

Não se trata de defender a política dessas organizações, mas seu legítimo direito de livre expressão

A Justiça Eleitoral e a polícia estão fazendo uma cruzada contra os sindicatos e o movimento estudantil. Ao mesmo tempo que a Justiça Eleitoral passa a mão na cabeça do esquema milionário de Bolsonaro, tenta atacar o direito legítimo e democrático dos estudantes se organizarem e debaterem política.

Na UFPR, o TER (Tribunal Regional Eleitoral) tentou proibir a realização de uma assembleia estudantil. Na UFF, policiais invadiram a universidade e retiraram uma bandeira antifascista no curso de direito. Policiais invadiram o sindicato dos professores na UFCG. O TSE exigiu a retirada de textos do site da UNE. E chegam cada vez mais relatos de invasão por parte da polícia ou da Justiça Eleitoral em sindicatos, DCEs, universidades, etc. Apreenderam em um sindicato um jornal independente chamado “Brasil de Fato” que trazia uma matéria sobre os candidatos a presidente.

Já ocorreram intervenções da Justiça ou da polícia em campus da  UFCG, UEPB, UFF (Niterói e Macaé) UFBA, UFRGS, UFSC, UFGD, UFSJ, UFAL, UECE, UFRJ, Unirio e UFPA.

Alegam sempre que o problema é que não se pode fazer campanha em prédios públicos. Mas aqui vemos toda a arbitrariedade da justiça, afinal o prédio do batalhão do BOPE no Rio de Janeiro não é um prédio público? Recentemente, o candidato Bolsonaro esteve lá fazendo campanha. Ou então os vários quarteis onde o candidato teve livre acesso para fazer sua campanha. Assim como as campanhas feitas dentro das igrejas que também é proibida.  Há ainda campanha para Bolsonaro sendo feita pelos patrões dentro das empresas, assediando e coagindo os trabalhadores. A Justiça Eleitoral devia estar preocupada mesmo é com o esquema milionário de fábrica de Fake News da campanha de Bolsonaro.

Outra coisa é que várias ações que estão ocorrendo não têm sequer respaldo na lei eleitoral e a maioria são ações ilegais sem mandados. Por exemplo, uma bandeira antifascista é campanha eleitoral? Claro que não. A UNE não pode escrever um texto contra um candidato, mas os Bancos, instituições do mercado financeiro e empresas, podem soltar seus relatórios afirmando qual é o melhor candidato para seus negócios? Um absurdo!

Não podemos aceitar essas medidas arbitrárias e que ataca as liberdades democráticas. Muito mais grave ainda é a tentativa de intimidar reuniões e assembleias do movimento estudantil ou de qualquer outro movimento.

Não apoiamos o PT, mas vamos votar 13 para derrotar o Bolsonaro. Aqui não se trata de defender a atuação política da UNE ou do Brasil de Fato ou mesmo o PT. Não concordamos com a política dessas organizações. Mas se trata de defender o legítimo direito de livre expressão, organização do movimento social de conjunto.