Não à guerra colonial! Pela vitória militar do Iraque

O assassino Henry Kissinger dizia que era necessário ganhar “os corações e as mentes” dos norte-americanos para vencer a guerra do Vietnã. O resultado é conhecido: não ganharam o coração, nem as mentes e muito menos a guerra.
Agora a situação é ainda mais complicada. Até mesmo o palhaço do Hans Bilx, chefe dos “inspetores” da ONU, afirma que não existe razão para a guerra6 . É escandaloso o fato de que mesmo a lógica criada pelo imperialismo para empreender a guerra colonial não encontre a mínima veracidade.
O imperialismo americano joga uma cartada alta. Mas, apesar de todo seu poder militar, nenhum resultado está garantido antes que o jogo comece. Esta guerra não será decidida somente dentro do Iraque. Sobre o terreno, a máquina militar e a arte da guerra jogarão seu papel. Fora dele, o decisivo será a política com que enfrentaremos esta empresa genocida.
As grandes mobilizações, antes do início da guerra, são decisivas. Elas, particularmente nos EUA e na Europa, minam a retaguarda do inimigo. No entanto, ao iniciar a guerra colonial, não podemos ser neutros. A derrota dos EUA e de seus aliados passam ao primeiro plano de nossa ação.
Ainda que Saddam não mereça a mínima confiança do povo iraquiano e seja a pior direção para enfrentar o imperialismo, neste momento representa um país agredido militarmente pelo imperialismo. Por isso, lutaremos pela vitória militar do Iraque contra os EUA.
A maioria das organizações de esquerda aceitam a lógica de que existe um conflito criado pelo Iraque e que este deve se resolver “pacificamente” nos marcos da ONU. O único conflito que existe é a resistência do Iraque em transformar-se numa colônia norte-americana.
Uma solução “pacífica” nos marcos da ONU só é possível com a capitulação completa do Iraque. Por outro lado, uma ação militar sob o guarda-chuva da ONU, seria tão somente o resultado da barganha entre os imperialismos francês, alemão e norte-americano sobre o espólio de guerra e o novo mapa do Oriente Médio.
Nossa luta não é para “legalizar” a guerra colonial, mas para derrotar o impe-rialismo. A neutralidade frente a esta agressão significa o apoio disfarçado à máquina militar ianque. Seguir com o pagamento da dívida externa, que financia esta máquina assassina, é um apoio velado à guerra colonial. O PSTU lutará pela derrota dos EUA, pois esta será um passo a mais na luta contra o regime de terror e barbárie que o imperialismo dos EUA tenta impor ao mundo.
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