Na Argentina, controle operário está na ordem do dia

Com a participação de mais de 900 pessoas, ocorreu na noite do dia 24 de janeiro o seminário “Os rumos da revolução argentina”.

Participaram da mesa Sérgio Arriola (Frente dos Trabalhadores Combativos – FTC), Juan Carlos Righini (Comissão Interna da Têxtil Bruckman), Lui Galeano (Movimento dos sem Trabalho – MST/Matanza), Horácio Campos (Presidente Cooperativa IMPA), um representante do Movimento Tereza Rodriguez (MTR), um dirigente do Movimento Nacional de Empresas Recuperadas e Ricardo Properzi (Frente Operária e Socialista – FOS).

Os palestrantes ressaltaram que os trabalhadores argentinos compreenderam que se eles podem ocupar e dirigir fábricas então podem também dirigir o país. Afirmaram que não há porquê se intimidar com a propaganda burguesa contra as ocupações, mas o capitalismo sim deve uma explicação para o desemprego e a fome.
Para eles, as próximas eleições presidenciais argentinas não são a solução, ao contrário, a resposta para a crise passa pelo “enfrentamento homem a homem” e pela construção de um programa que aponte para uma saída revolucionária.

Um dos pontos altos do seminário foi o chamado para que os trabalhadores da América Latina sigam estes exemplos e dêem um basta em seus governos exploradores e de conciliação de classes.

Ricardo Properzi, da FOS, ressaltou que a “revolução não está na imprensa, mas nas fábricas, nos piquetes, nas ocupações, nas experiências e nas cabeças dos trabalhadores”.

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