Movimento Estudantil e a livre orientação sexual

As organizações “Prisma”, da USP, “Diversidade”, da UNICAMP/SP, e a ONG Oxumaré realizaram oficina nesta sexta-feira para discutir a livre orientação sexual. Dario, do grupo Prisma, fez a abertura colocando em pauta o combate à discriminação.

Um dos principais aspectos que assumiu a discussão foi o caráter político que deve ter a luta de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. A maioria dos participantes defendeu que a luta específica não pode estar desvinculada de uma luta geral contra o capitalismo, que utiliza a opressão para criar subgrupos que possa melhor explorar.

Wilson Silva, professor e membro da Secretaria de Gays e Lésbicas do PSTU, também participou da oficina. “Queremos uma sociedade igualitária econômica e politicamente para que possamos ter uma verdadeira diversidade”, diz Wilson.

Foi levantado o problema de a UJS/PCdoB, direção majoritária da UNE, ter um forte caráter homofóbico. No último congresso da UEE/SP, Dario foi vítima de censura quando tentou realizar discussão sobre o tema e impedido de falar.

A partir destas discussões algumas propostas foram encaminhadas, como a criação de uma Secretaria de Gays e Lésbicas na UNE e a redação da “Carta de Goiânia”, contendo as propostas apresentadas, para ser lida na plenária final do congresso.