Golpe no 48º CONUNE ataca democracia no movimento estudantil

O primeiro dia de plenária no 48º CONUNE foi marcado por um duro golpe contra a democracia no movimento estudantil. Atropelando a programação original, que apresentava para o primeiro dia apenas as propostas consensuais, A UJS (direção majoritária da UNE, ligada ao PCdoB), a Articulação (PT), a Articulação de Esquerda (AE/PT) e a Democracia Socialista (DS/PT), apoiados por todos os setores da direita presentes, fizeram com que as duas principais votações – Conjuntura Nacional e Conjuntura Internacional – fossem realizadas ontem, 6ª feira, sem nenhuma discussão. Diversos delegados ainda não haviam conseguido realizar o credenciamento e, por isso, foram impedidos de votar. Isso tudo às onze horas da noite…

A tese Ruptura denunciou o golpe e o caráter de manipulação e exigiu que fosse cumprida a programação original, mas a alteração foi mantida. Lamentavelmente, o MES (Movimento Esquerda Socialista/PT) foi a favor da votação “às pressas”, gerando inclusive a retirada de companheiros de sua bancada que não concordaram com a decisão.

Além disso, a discussão imprescindível sobre conjuntura internacional esteve diluída em um único ponto, tornando inviável a apresentação de posições e um aprofundamento maior do debate. Não se discutiu, como tradicionalmente acontecia, cada situação específica: Cuba, Iraque, Palestina, etc.