Militantes do PSTU da Paraíba são agredidos durante greve

Passeata nas ruas da cidade

Guarda Municipal da cidade de Bayeux (PB) ataca ativistas da educação e fere militantes do partidoNesta quarta-feira, dia 3 de junho, a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da educação do município de Bayeux completou uma semana. A greve está cada vez mais forte. Das 25 escolas de Bayeux, 23 estão paradas.

O prefeito Jota Jr.(PMDB) continua com sua intransigência, sem querer negociar e sinalizando que só resolverá a questão na Justiça. O prefeito e seus assessores deram início a uma ofensiva contra o sindicato e a greve. Os prestadores de serviço foram ameaçados, incluindo os que estão em estado probatório. A comunidade chegou a escutar que as crianças iriam perder o Bolsa Família por causa da greve, numa nítida intenção de colocar a comunidade contra os professores, mas isso não aconteceu.

Na semana passada membros da guarda municipal seguiram todo o comando de greve durante as visitas às escolas, numa nítida intenção de intimidar o comando, mas os companheiros não se intimidaram e chegaram a prestar queixa contra o chefe da guarda municipal.

AGRESSÃO
Na tarde da quarta aconteceu uma assembléia dos grevistas em frente a prefeitura. A categoria aproveitou para fazer uma passeata em plena Avenida Liberdade, principal avenida da cidade, fez um ato em frente a uma das escolas fechadas e depois seguiu para o prédio da Secretaria de Educação na tentativa de ser recebida pela secretária.

Os trabalhadores foram proibidos de entrar na secretaria pelos membros da Guarda Municipal, a categoria realizava um ato pacífico em frente a Secretaria quando um dos guardas agrediu um militante do PSTU que apoiava a greve. O ataque deu início a um grande tumulto na entrada da secretaria em que grevistas tiveram que se defender das agressões de parte da guarda municipal. Saíram com escoriações os militantes do PSTU Lissandro Saraiva (Tanque) e Caline Rebeca, além do presidente do SINTRAMB, o Antonio Radical. Esses acontecimentos só serviram para revoltar a categoria que aprovou a continuidade da greve e a intensificação dos piquetes.