Mil novos militantes

Em todo o país, mil companheiros entraram no PSTU. Em cidades importantes, o número de militantes dobrou. Alguns destes companheiros contam porque vieram ao PSTU

“Entrei para o PSTU durante o pleito eleitoral 2002. Nestas eleições se presenciou a queda da máscara petista, a sua aliança com os patrões. Em Criciúma, por exemplo, os patrões estão dentro do PT e são preferidos em detrimento dos operários (é algo repugnante). Como dizia Cazuza, observamos nossos sonhos serem vendidos tão baratos que não acreditamos.
Hoje em Criciúma somos 15 militantes que estamos organizando o Partido e iniciando algumas conversas com alas socialistas descontentes de outros partidos”.

Fábio Zampoli
Ex-filiado ao PCB, Criciúma (SC)

“Entrei no PV por considerar fundamentais questões como a ecologia, a defesa das minorias, uma nova política de drogas, o internacionalismo… Logo pude constatar que esse tipo de discussão foi abandonada, dando lugar a um projeto que visa unicamente obter ganhos materiais e cargos em todas as administrações possíveis. Decidi sair do PV. Só me restou um caminho coerente: o PSTU. Esse partido é a última alternativa viável na esquerda socialista agora que o PT resolveu fazer as alianças mais espúrias para chegar ao poder”.

Fabrício Pereira
Ex-dirigente do PV, Rio de Janeiro

“Num momento onde as “ esquerdas” (PT e PC do B) capitularam aos interesses da burguesia e à conciliação de classes, inclusive defendendo um programa pró-imperialista, é mais do que necessário que a juventude, os trabalhadores do campo e da cidade se organizem num partido que esteja disposto a mobilizar as massas contra o imperialismo e na defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude. Acredito na revolução e luto por ela quotidianamente, por isso vim para o PSTU”.

Rosa Bianca
Diretora do DCE UFBA e ex-militante do PCdoB, Salvador

“Fui militante da Articulação de Esquerda do PT. Rompi depois de uma análise de um longo processo de distanciamento da classe trabalhadora por parte do PT. Resolvi, aliás, resolvemos (um coletivo de quatro companheiros) ingressar no PSTU. E por quê o PSTU? Para construir um partido capaz de reafirmar que somente a classe trabalhadora pode fazer algo por ela mesma”.

Alessandra Fahl
ex-militante do PT, São Paulo

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