Como foi a campanha do PSTU nos Estados

Além de Zé Maria, vários militantes do Partido se destacaram como candidatos nestas eleições. Foram dezenas de companheiros que assumiram a tarefa de candidatar-se a governador, senador, deputado federal e estadual. Nos orgulhamos de contruir importantes figuras do partido que continuarão colocando-se na vanguarda das lutas e reivindicações dos trabalhadores e do povo como autênticos tribunos de nossa classe.

“Em Minas uma ampla unidade da burguesia garantiu a vitória de Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno. O PT foi o principal depositário do voto de oposição sem, no entanto, ameaçar a vitória tucana. Ainda assim, o PSTU se fortaleceu. O Plebiscito da Alca nos possibilitou levar a campanha para amplos setores: escolas de Belo Horizonte, bairros operários de Contagem e inúmeras cidades do interior. Um número significativo de eleitores rejeitou a indicação do PT e PCdoB de voto em Hélio Costa (PMDB) como segunda opção para o Senado. Com isso, as candidaturas do PSTU, Amós e Soraya Menezes, obtiveram 35 mil e 157 mil votos, respectivamente, com destaque para a candidatura de Soraya: uma mulher negra e lésbica”.

Sebastião Carlos, o CACAU, candidato a governador de Minas Gerais

“O aspecto mais importante foi a identificação da campanha eleitoral do PSTU com o Plebiscito sobre a Alca. No momento em que todos os grandes partidos, inclusive o PT, tentavam convencer, como também fazem agora no 2º turno, os trabalhadores de que sua vida vai mudar através das eleições, o PSTU esteve junto com os movimentos sociais, garantindo os mais de 700 mil votos no Estado contra a Alca. Zé Maria teve mais de 50 mil votos, quase 1%, e eu fui o quinto candidato a governador mais votado dentre os nove, ficando atrás somente dos quatro principais candidatos. O partido praticamente duplicou o número de militantes e abriu novas sedes em cidades do interior do Estado”.

CYRO GARCIA, candidato a governador do Rio de Janeiro

“Tivemos uma grande vitória. Zé Maria obteve quatro vezes mais votos no Estado de São Paulo nestas eleições se compararmos com as eleições de 1998. Isto se deve ao fato do PSTU colocar sua campanha eleitoral a serviço das lutas dos movimentos sociais, como ficou demonstrado na campanha contra a Alca. Inclusive muitos companheiros nos declaravam que, mesmo não votando no Partido, concordavam com tudo aquilo que defendíamos, inclusive com as críticas ao PT. Outro aspecto importante é o crescimento do PSTU. Quando começou o processo eleitoral o Partido tinha militantes organizados em 25 cidades do Estado. Hoje estamos em mais de 50 cidades não somente com filiados, mas com núcleos de militantes que se dispõem a organizar o Partido”.

Dirceu Travesso, o DIDI, candidato a governador de São Paulo

“Ficamos conhecidos como a candidatura contra a Alca, a imprensa só se dirigia a nós desse modo. Na mobilização estadual contra a Alca, que contou com mais de 3 mil pessoas, fui o único candidato presente. Nossa maior vitória foi a grande aceitação da candidatura no setor operário. Tivemos comitês de apoio que se transformaram depois em núcleos do Partido em dois bairros operários e numa cidade próxima a Fortaleza. Chegamos inclusive a realizar uma passeata de operários da construção civil em apoio às nossas candidaturas e contra a Alca. Nosso candidato ao Senado, Aguiar Ribeiro, também teve importante aceitação, inclusive de militantes petistas. Ao fazer uma campanha politicamente acertada, podemos agora nos encher de orgulho ao ver novos operários levantando a bandeira do PSTU”.

Raimundo Pereira de Castro, o RAIMUNDÃO, candidato a governador do Ceará

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