Metalúrgicos param a produção da LG Philips

Greve é por tempo indeterminadoOs trabalhadores da LG.Philips pararam a fábrica na madrugada desta quinta-feira, dia 1º, reivindicando mudanças na jornada de trabalho da empresa, que apresentou proposta de abono rebaixado.

A greve é por tempo indeterminado e os metalúrgicos decidiram em assembléia que retornarão para a casa enquanto aguardam negociação entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

O impasse acontece principalmente devido ao abono que é pago pela empresa a cada dois anos, em razão das duas horas diárias a mais que os trabalhadores são obrigados a cumprir.

Como na LG.Philips acontece os turnos de revezamento ininterruptos, a jornada teria que ser de seis horas, mas atualmente é de oito horas. Para compensar as duas horas a mais a empresa paga um abono aos trabalhadores, mas este ano apresentou uma proposta rebaixada.

“Se este valor não aumentar ficaremos em greve e exigiremos da empresa que os turnos passem a ser de seis horas, como determina a Constituição Federal”, disse o diretor sindical, Ivan Trevisan.

O último abono pago aos trabalhadores foi de R$ 4 mil para os registrados antes do ano de 1.999 e R$ 3 mil para os contratados depois da data. Este ano a empresa quer pagar R$ 1.700 e R$ 1.400, respectivamente, divididos em duas parcelas.

“Esta proposta é um absurdo. Não vamos aceitar este valor tão abaixo do último abono. Também não iremos aceitar que o valor seja pago em duas parcelas. Exigimos um valor superior ao último, sem distinção de data de contratação e pagamento único em fevereiro”, concluiu Ivan.

A LG.Philips possui 960 trabalhadores na produção e atua na área de eletroeletrônicos.