Metalúrgicos da GM param novamente e repudiam proposta da Fiesp

Paralisação de duas horas nesta quinta é continuidade da escalada de paralisaçõesIntensificando a mobilização contra as demissões, os trabalhadores do 1º turno da General Motors paralisaram a produção por duas horas nesta quinta-feira, dia 15. Foi a segunda manifestação realizada esta semana. Na terça-feira, os metalúrgicos já haviam parado por uma hora.

Os trabalhadores repudiaram, mais uma vez, as 802 demissões feitas pela montadora nos últimos dias e exigiram a readmissão dos companheiros e estabilidade no emprego para todos os funcionários.

Os metalúrgicos também votaram um repúdio à proposta que tem sido feita pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de redução salarial.

As assembleias, que aconteceram das 5h50 às 7h50, nas portarias do MVA e da S-10, foram realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CONLUTAS.

A Conlutas tem realizado, desde o mês de novembro do ano passado, uma campanha nacional exigindo estabilidade no emprego. A orientação da central é resistir e lutar contra demissões e contra qualquer redução de direitos.

Veja o vídeo do sindicato

Ato público no dia 24
Os metalúrgicos votaram ainda pela continuidade e intensificação da “escalada de mobilizações”.

Foi aprovada a realização de uma grande manifestação no centro de São José dos Campos no próximo dia 24. Haverá a participação de representantes e trabalhadores de sindicatos de outras categorias da região, da Conlutas, bem como, entidades do movimento social do país e parlamentares.

“Vamos aumentar e ampliar para toda a cidade a mobilização contra as demissões feitas pela GM e contra essas propostas absurdas que a patronal já começa a fazer de reduzir salários”, afirmou o diretor do Sindicato e coordenador nacional da CONLUTAS, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“É inadmissível que os patrões, que lucraram muito nos últimos anos e que têm todas as condições para garantir empregos e direitos, venham agora tentar jogar a crise sobre os trabalhadores. A posição dos metalúrgicos da GM é clara. Não queremos demissões e nem redução ou flexibilização de direitos”, afirmou Mancha.