Metalúrgicos da GM entram em greve nesta segunda-feira

Trabalhadores rejeitam proposta da empresa em assembléia e votam paralisação de 24hOs metalúrgicos da General Motors, de São José dos Campos, rejeitaram, nesta segunda-feira, dia 14, a proposta de reajuste salarial apresentada pelas montadoras e iniciaram greve de 24 horas. Esta é a segunda parada, em apenas quatro dias.

O Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) propôs 6,53% de reajuste, sendo 4,4% de reposição da inflação, 2% de aumento real e R$ 1.500,00 de abono.

Esta proposta foi apresentada ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS, após os trabalhadores terem rejeitado, na Assembleia Geral de sábado (dia 12), o índice anterior apresentado na mesa de negociação de sexta-feira (INPC mais 1,5% de aumento real e R$ 1 mil de abono).

Os trabalhadores da GM consideraram a nova proposta insuficiente e decidiram paralisar as atividades por 24 horas, a fim de forçar a direção da empresa a voltar às negociações. Nova assembléia será realizada amanhã, terça-feira, para avaliar a situação.

Também nesta segunda-feira, os metalúrgicos da Honda (Sumaré) e Toyota (Indaiatuba), que realizam campanha salarial unificada com São José dos Campos, também votaram greve de 24 horas.

Os metalúrgicos reivindicam 14,65% de reajuste, sendo 8,53% de aumento real mais INPC.

A fábrica da GM em São José dos Campos possui cerca de 8.300 trabalhadores e produz Corsa, S10, Blazer, Montana e Meriva. A cada dia de paralisação, cerca de mil veículos deixam de ser fabricados.

Arbitrariedade
Mais uma vez, a GM tentou intimidar os trabalhadores para que não participassem das assembleias, que deveriam ocorrer nas entradas dos setores S10 e MVA.

Na portaria do S10, a presença de um forte aparato policial, com dezenas de homens da Tropa de Choque, revoltou os trabalhadores, que votaram pela suspensão da assembleia e para que todos fossem para casa. No portão do MVA, sem presença policial, a assembléia transcorreu normalmente.

“Os metalúrgicos da GM de São José dos Campos estão confiantes em sua força e sabem que não estão sozinhos nesta luta, já que as montadoras de Campinas também paralisaram nesta segunda e do Paraná seguem em greve desde o dia 4. O setor de autopeças deve também seguir este caminho”, afirma o presidente do Sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.

Em assembleia geral, realizada no último sábado, os metalúrgicos de São José dos Campos votaram estado de greve e início de paralisações esta semana em todas as fábricas da categoria, para pressionar a patronal.