Leia a nota do PSTU sobre a marcha e os confrontos no Congresso Nacional

O PSTU vem a público esclarecer os fatos ocorridos durante a marcha dos servidores que ocorreu na quarta-feira, 6 de agosto.

A marcha realizada pelos servidores federais contou com mais de 70 mil pessoas que foram a Brasília protestar e lutar contra a reforma de Lula/FMI, cujo objetivo é a privatização da Previdência.

O PSTU esteve e está ao lado da luta dos servidores e participou ativamente da sua construção. A passeata, atos públicos e também a manifestação sobre a rampa – com objetivo de dar um abraço ao mesmo – e subida ao teto do congresso, foram iniciativas orientadas pelo conjunto do movimento e pela coordenação do movimento, que, corretamente, queria denunciar a violência, truculência e falta de democracia com que vêm sido tratados pelo Executivo e pelo Legislativo. Pois dizem que o Congresso é a casa do povo, porém, quando se trata de mobilizações populares e dos trabalhadores, esses são esperados com grades, polícia, bombas, espancamentos.

O PSTU participou dessas atividades do movimento e continuará participando de toda ação que este defina.

Alguns jornais, entretanto, atribuíram ao PSTU a iniciativa de quebrar as vidraças do Congresso. O PSTU não tomou e não participou desta iniciativa, pois o comando e o movimento não orientaram a quebrar nada. E o PSTU não tem como prática e concepção realizar ações isoladas do movimento e da maioria dos trabalhadores.

Alguns manifestantes tomaram essa atitude isolada. Nós não participamos dela, pois não era orientação do movimento. Porém, compreendemos a atitude desses manifestantes, produto da profunda indignação e sentimento de traição ao ver um governo do PT aplicar medidas do FMI que aumentam o desemprego, a miséria e a fome no país. E não aceitamos que o governo, o presidente da Câmara e a mídia joguem a responsabilidade pela violência neles.

A responsabilidade por toda a violência é do governo, do Congresso e da polícia.

Pois, violento e antidemocrático foi o impedimento de acesso ao Congresso durante a votação da “reforma”, quando nem mesmo aceitaram habeas corpus apresentados pelos servidores; violência e arbitrariedade foi o bloqueio de ônibus nas estradas pela PF, a mando do governo; violência e atentado à democracia foi a ocupação do Congresso pela PM na semana que passou; violência foi a emboscada armada contra a senadora Heloísa Helena e lideranças do funcionalismo no prédio do INSS, em Brasília na última sexta-feira.

Violência é cercar de grades e de Polícia o Congresso e não permitir o ingresso dos servidores nele.

Reiteramos o nosso apoio a greve dos servidores, e às manifestações que ainda virão no decorrer desta campanha contra a PEC 40.

José Maria de Almeida
Presidente Nacional do PSTU