Justiça determina reintegração imediata da dirigente da Imbel, Renata França

A decisão da Justiça é uma vitória dos trabalhadores da Imbel e uma derrota da empresa que afastou injustamente a dirigente sindical em meio àluta da campanha salarial

A Justiça, em primeira instância, julgou improcedente o pedido da Imbel de demissão por justa causa da dirigente sindical Renata França, e determinou a sua reintegração em 10 dias sob pena de multa.

Renata tem sido alvo de perseguições e ataques através de punições injustas e por conta da abertura de um processo de sindicância interno que afastou a dirigente sindical desde 20 de julho. O afastamento ocorreu em meio a luta dos trabalhadores pelo reajuste salarial justo, por garantia do ticket-alimentação e direitos que a Imbel quer retirar do Acordo Coletivo.

A Imbel tem atacado ano a ano os direitos conquistados com muita luta. O projeto da empresa, chamado “Nova Imbel” é uma reestruturação que tem como objetivo transformar a única empresa 100% nacional de armamentos do país em uma empresa voltada para o mercado. Por isso, para levar à frente os planos de atacar os trabalhadores, demissões e redução de direitos, a empresa promove uma verdadeira perseguição aos lutadores e dirigentes sindicais.

A empresa, gerenciada por militares, trata as reivindicações dos trabalhadores com truculência e pune os lutadores que se colocam na resistência aos ataques. A campanha salarial, com data base de 1º de abril, segue aberta, pois os trabalhadores se recusam a assinar um Acordo Coletivo rebaixado.

A decisão é uma vitória dos trabalhadores da Imbel e de todos os lutadores da nossa classe. A solidariedade de mais 400 representantes de entidades sindicais e movimentos populares em todo o país que assinaram o abaixo assinado e moções pela reintegração de Renata fortaleceu a campanha pela sua reintegração e mandou o recado aos patrões e governo: Se atacar os lutadores vai ter reação! Lutar não é crime!