Ir às ruas ou ficar em isolamento? Chega de genocídio do povo negro! Em defesa da vida, fora Bolsonaro!

Não devíamos ir às ruas, mas estamos sendo obrigados. Porque ninguém aguenta mais o governo Bolsonaro que segue promovendo um genocídio, atacando não só os direitos dos trabalhadores e do povo, mas também as poucas liberdades democráticas que há nesse país. Muitos não conseguem fazer isolamento e quarentena pois não tem condições de se sustentar, estão sendo demitidos e estão sem salário ou qualquer tipo de renda para sobreviver. A culpa é de Bolsonaro, dos governadores e prefeitos, que não fizeram uma política séria para garantir as medidas necessária para conter o vírus, além de terem mantido diversas atividades não essenciais abertas, como o telemarketing e muitas fábricas. Estão fazendo tudo em nome dos lucros dos grandes capitalistas. Hoje não apenas o vírus nos mata. O Estado segue fazendo invasões assassinas nas favelas mesmo durante o isolamento. Não suportamos mais as operações policiais que matam o povo negro nas periferias brasileiras.

Hoje, EUA e Brasil apresentam semelhanças em seu cenário político. São os dois países com o maior número de casos confirmados de Covid-19 no mundo. Ambos os governos, Bolsonaro e Trump são responsáveis pelo genocídio de Covid-19. A morte de George Floyd escancara a política de segurança racista de Trump. Assim como no Brasil, o assassinato de João Pedro é mais um exemplo do genocídio da juventude pobre e negra tão defendido por Bolsonaro. Contra tudo isso, a luta do povo negro explode nos EUA. Não apenas nos Estados Unidos, estamos vendo essa semana manifestações na França contra o racismo. Na América Latina, no Chile e Equador, ecoa também a luta em defesa da vida.

A rebelião popular nos EUA ecoa na nossa luta contra o governo Bolsonaro, seu projeto de ditadura, contra o genocídio de Covid-19 e contra a violência policial! A defesa das condições dignas para a realização da quarentena total hoje passa pela derrubada do governo Bolsonaro. Para não morrermos, é preciso derrubar Bolsonaro para, assim, garantir o isolamento social com garantia de renda e emprego e o fim das operações policias na periferia! No fim de semana já tivemos a manifestação em São Paulo que unificou torcidas organizadas, mas também no Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na segunda e terça ocorreu em Curitiba e em Manaus com o ânimo da juventude. E temos atos marcados para domingo em diversas cidades.

Enquanto a direita e o centro parlamentar deitam e rolam no seu jogo sujo e Bolsonaro ameaça aqui e acolá com uma ditadura militar; enquanto a Rede Globo e setores da burguesia soltam notas e proclamações em defesa desta democracia dos ricos mas seguem defendendo os ataques aos direitos dos trabalhadores; agora que os ratos pulam do barco afundando, tentando se pagar de santos como o próprio MBL, jurando de pés juntos que não tem nada a ver com Bolsonaro; os trabalhadores, estudantes e milhares de pessoas vão à luta sabendo que corremos certo risco pela pandemia, mas que  tomaremos as medidas de proteção e segurança necessárias, por saber que é o único jeito de defender a vida.

Por mais que o coronavírus seja um risco, hoje o maior risco se chama Jair Bolsonaro e derrotá-lo é fundamental. É preciso uma frente única dos trabalhadores na luta para derrotar Bolsonaro, Mourão e todos os inimigos da classe trabalhadora.  As manifestações não podem ser atos que se isolem do povo e nem baseadas em ações individualistas. Precisamos de cada vez mais gente contra o Bolsonaro e defendendo que ele caia. Uma luta organizada, dialogando com milhões, unificando movimentos, sindicatos, trabalhadores, jovens etc, é a chave pra vitória

A pandemia atual só demonstra a incapacidade do capitalismo de garantir as necessidades do povo. Estão nos matando em nome dos lucros dos capitalistas! E enquanto a mal chamada “esquerda” como PT sonha com uma frente ampla para governar o país com a burguesia como já fizeram e espera calmamente a eleição de 2022, nós dizemos que é preciso uma alternativa socialista e revolucionária para o Brasil e o mundo.