Governo manobra e vence no 1º turno, mas a greve continua

O governo, com medo da Marcha dos servidores e também do início de crise que começa a se instalar, antecipou a votação da PEC-40 para tentar acalmar o “mercado” por um lado e por saber também que seu tempo para aprovar medidas como esta está se encurtando.

Para aprovação da PEC em primeiro turno, valeu de tudo: polícia e truculência contra manifestantes; o chefe da Casa Civil instalou um gabinete dentro do Congresso para operar o balcão de negócios e garantir os votos dos deputados (dá-lhe toma lá, dá, cá) e contou também com os votos providenciais do PFL e PSDB. Afinal, com a reforma perigando não ter os 308 votos, não seriam os autores originais dela a negar fogo na hora H.

Na base do vale tudo, o governo garantiu uma vitória do FMI e dos banqueiros contra os trabalhadores. Porém, saiu desgastado politicamente e enfraquecido perante os trabalhadores e também perante as frações burguesas. Apesar do “mercado” e do FMI estarem festejando esse primeiro turno; o governo está se desgastando mais rapidamente do que esperava perante os trabalhadores. E , ao optar por governar nos marcos da “ordem”, é refém não só dos aliados burgueses, como da oposição burguesa.
Para aprovação definitiva da reforma ainda há um longo caminho a percorrer. Há destaques, 2º turno na Câmara e Senado. Apesar da vitória do governo nessa primeira batalha, a guerra ainda não está terminada e nem ganha.

Há um crescimento das lutas sociais, que se combinam com a dos servidores. Os mais de 70 mil que tomaram Brasília deram enorme demonstração de força.

A greve as manifestações de rua contra a PEC-40 e o projeto do FMI que o governo está aplicando deve continuar, como está orientando o comando do funcionalismo.
Dia 13, haverá manifestações nos estados. É fundamental unir as três esferas neste dia e também os sem-terra e sem-teto. Afinal, reforma agrária, moradia e direitos só poderão ser defendidos e conquistados se a luta unificada derrotar o projeto do FMI.

Pela derrota da PEC-40, os servidores devem exigir que Lula e o PT rompam com o FMI, a ALCA e a burguesia e parem de atacar os trabalhadores.
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