Fora imperialismo do Iraque. Fora o FMI e Alca da América Latina

O imperialismo está enfrentando no Iraque uma resistência que não esperava. Existe hoje um levante popular contra a ocupação militar dos EUA e seus aliados, que recoloca o espectro do Vietnã no país iraquiano.

O sentimento antiimperialista em todo o mundo, que cresceu enormemente no momento da invasão, agora é retomado com força. É hora de somarmos as nossas forças, na luta contra o imperialismo. Bush invadiu o Iraque para se apoderar de seu petróleo, da mesma maneira como quer impor a Alca para controlar totalmente a economia brasileira e latina americana. A luta do povo iraquiano é a nossa luta, a nossa guerra é a Alca.
O governo Lula vem se submetendo a todas as imposições do governo dos EUA, desde o pagamento da dívida ao acordo com o FMI. É este acordo que impede um reajuste salarial para o funcionalismo público, que impõe os cortes na saúde, educação e reforma agrária. É este acordo que define as propostas das reformas neoliberais, que o governo quer impor aos trabalhadores e a juventude.

Lula aceita a Alca – que vai fazer o Brasil retornar aos tempos de colônia – no atacado, negociando no varejo. As diferenças do governo em torno da Alca, não têm a ver com a rejeição a este acordo, mas a como ele será imposto. O governo brasileiro defende os interesses de setores da burguesia agrária e industrial (para ter acesso ao mercado dos EUA), e não das grandes massas de trabalhadores que serão ainda mais empobrecidos com este acordo.

Agora, para provar sua lealdade a Bush, Lula vai enviar 1.470 soldados brasileiros para o Haiti. Vão ajudar a intervenção militar dos EUA naquele país, que só é diferente na forma, mas igual no conteúdo ao que acontece no Iraque. Em pouco tempo pode ser que esteja acontecendo com brasileiros o que está se passando com japoneses, italianos e ingleses, coadjuvantes da ocupação imperialista do Iraque.
As categorias em mobilização salarial devem se pronunciar contra o acordo com o FMI e a Alca, assim como contra as reformas (Sindical, Trabalhista) do governo e FMI. Todos os sindicatos, entidades estudantis e populares devem se somar a esta luta pela retirada das tropas imperialistas do Iraque.

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