Estudantes param avenida de Bauru pelo passe-livre

Estudantes secundaristas e universitários, além de sindicatos, protestaram na tarde do dia 27 de novembro, no centro de Bauru, contra o aumento das passagens de ônibus. O prefeito de Bauru, Nilson Costa, que sofreu impeachment por corrupção e voltou ao cargo por decisão judicial, decretou o aumento da tarifa a partir do primeiro dia de dezembro. Em todo mandato de Nilson Costa, a tarifa aumentou mais de 50%, e os estudantes até 18 anos tem direito a um desconto pífio de apenas 25%.

A mobilização partiu de alunos da Unesp e de escolas secundaristas, unificando outras categorias como servidores públicos municipais, estaduais e bancários. A população demonstrou total apoio, chegando até mesmo a engrossar a passeata no meio do caminho. A manifestação contou com cerca de 150 pessoas apesar da forte chuva que caia no momento do ato. A passeata partiu da principal praça pública do centro da cidade, fechando a avenida mais movimentada e principal corredor de ônibus de Bauru.

“É importante dizer que a manifestação foi organizada pelo comando de mobilização no qual os militantes do PSTU tomaram a frente e, como vem acontecendo em todo país, passando por cima das direções majoritárias do movimento“, afirma Noraldino Neto, militante do PSTU e do MRS. Os estudantes ainda sentaram por cerca de vinte minutos no corredor de ônibus impedindo a passagem de qualquer veículo.

Repressão

Já no final do protesto, quando os estudantes e trabalhadores definiam os próximos passos do movimento, cerca de três viaturas da PM e uma unidade Base móvel chegaram no local. Os policiais interpelaram violentamente os líderes da manifestação registrando BO, o que revoltou mais ainda os manifestantes. “Quando era militante na ditadura não tínhamos medo da polícia, e não é agora que vamos ter“, disse Luiz Fernando Silva, professor universitário da Unesp e membro da direção do PSTU.

Próximos Passos

Uma nova manifestação já foi marcada para o dia 1 de Dezembro, em frente a Câmara Municipal, onde será entregue um abaixo assinado pelo passe livre, organizado pelo MRS, e será exigido uma moção de repúdio dos vereadores da cidade contra o aumento da passagem.