“Esquerda Socialista e Democrática” reafirma divisão

No dia 10 de fevereiro, Zé Maria, presidente do PSTU, esteve reunido com Heloisa Helena para levar a resposta do Movimento do Novo Partido Socialista à senadora e ao ex-deputado Milton Temer, sobre a pré-condição que eles impunham ao PSTU e demais organizações para conformar um Movimento Unitário.

A senadora e representantes das mesmas organizações que coordenaram a Plenária do dia 9 de fevereiro, no Rio, receberam Zé Maria, que lhes entregou a “Carta Aberta”, na qual está expressa a preocupação de garantir a unidade do movimento e a defesa de que não haja vetos e nem pré-condições.

A “Carta” chama ao debate franco, na base, com a participação dos milhares de militantes socialistas que querem construir o Movimento pelo Novo Partido.
A reunião confirmou que Heloisa Helena e a coordenação da Esquerda Socialista e Democrática não aceitam a unidade e fecharam questão sobre o veto ao PSTU e aos setores que querem debater.

Nas palavras de Zé Maria: “A reunião confirmou as piores expectativas. Os companheiros reafirmaram a posição, dada como fechada, de encaminhar a construção do seu movimento excluindo os setores que não concordam com suas opiniões. Nas palavras deles, definiram não participar das atividades que o Movimento por um Novo Partido Socialista está organizando, nem querem que estejamos presentes em suas atividades. Alegam que essa posição é ‘democrática’, um direito que eles teriam de construir um partido ‘com quem eles quiserem’, sem dar importância para o crime político que isso significa. Isso impõe uma divisão nos esforços para construir o novo partido o que pode comprometer esse projeto ou pelo menos atrasar consideravelmente a sua construção. É mais importante para eles os interesses políticos de seus grupos, do que a necessidade da classe trabalhadora brasileira, que precisa de um partido socialista, que seja um instrumento político para a luta contra o governo Lula e por uma transformação socialista”.

Isso mostra que, para os companheiros, o tema das “tendências permanentes” é só um pretexto que tenta esconder um debate mais profundo: queremos um Novo Partido para a revolução socialista ou só para conformar uma oposição eleitoral anti-neoliberal?

Mas a luta pela unidade não terminou. Todos os ativistas que desejam um movimento Unitário devem se pronunciar. Todos os que defendem que o Novo Partido não deve repetir o PT devem se engajar na divulgação da “Carta Aberta” e, também, nas plenárias do Movimento por um Novo Partido Socialista nos diversos estados.
Leia a ‘Carta Aberta’ no site www.movimentonovopartido.org.br

Post author Paulo Aguena, da Direção Nacional do PSTU
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