Em São José dos Campos, Seminário discutirá plebiscito pela anulação do leilão da Vale

O Comitê Regional que está organizando o Plebiscito Popular pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce realiza neste domingo, dia 26, das 9h às 13h, um seminário na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (rua Maurício Diamante, 65, Centro).

O encontro reunirá sindicatos e entidades do movimento popular da região para discutir e preparar o plebiscito, que será realizado de 1º a 7 de setembro, em todo o país.

Esta consulta à população repetirá a mobilização realizada pelos movimentos nos anos de 2000 e 2002, quando foram recolhidas milhares de assinaturas nos plebiscitos da Dívida Externa (contra o pagamento da dívida) e da ALCA (contra o Acordo de Livre Comércio).

Mais de 60 entidades de todo o país integram a campanha do plebiscito, tais como a Conlutas, Intersindical, o Jubileu Sul, Pastorais Sociais da Igreja Católica, o MST, MAB, Consulta Popular, Grito dos Excluídos, entre outras.

Este ano, o principal tema do plebiscito popular é a anulação do leilão da Companhia Vale do Rio Doce, privatizada sob denúncia de fraude em 1997. Serão abordadas ainda outras três questões: as dívidas Externa e Interna, a tarifa de energia elétrica e a Reforma da Previdência. O lema do plebiscito é “Diga NÃO ao roubo do nosso patrimônio e direitos”.

No domingo, estarão presentes no Sindicato dos Metalúrgicos, o advogado Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, Josias Melo, da Admap (Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas) e representantes do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens. Eles falarão sobre a privatização da CVRD, a Reforma da Previdência e as tarifas de energia elétrica.

Haverá apresentação de vídeos da campanha do plebiscito e da reforma da Previdência. No encontro, também será organizado como será a coleta de votos na região.

“A votação popular sobre o leilão da Vale e sobre a Reforma da Previdência deve ganhar o país e se tornar uma grande mobilização para pedir a reestatização da siderúrgica, bem como denunciar o ataque aos nossos direitos”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e coordenador regional da Conlutas, José Donizete de Almeida.