Ato em defesa da educação reúne 30 mil em São Paulo

NaPraça de Sé, mais de 30 mil pessoas em defesa da educação
Diego Cruz

Mais de 30 mil profissionais da educação realizaram um ato unificado na tarde desta sexta-feira, 24, na capital paulista. A manifestação reuniu um amplo conjunto de entidades dos servidores estaduais da educação que lutam contra os ataques do governo Serra. eles se concentraram na Praça da sé, de onde saíram em passeata em direção à Secretaria de Educação.

“O governo diz que faltam professores, mas não faltam professores, falta sim salários dignos para que os professores assumam suas carreiras”, afirmou professora Zilda, da Apampesp (Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo) . Os professores e funcionários em campanha salarial rejeitaram por unanimidade a política de avaliação de desempenho e gratificação de Serra. Eles aprovaram, ainda, um calendário de luta com indicativo de greve para o dia 14 de setembro.

A política antigreve de Serra também foi criticada. “Este ano de 2007 começou com a tentativa de Lula de atacar o direito de greve. Agora, em São Paulo, Serra também criminaliza os movimentos, demitindo metroviários e atacando os trabalhadores”, afirmou João Zafalão, militante do PSTU e diretor da Apeoesp.

Zafalão atacou ainda o pacote do governo para a educação, calcada em três eixos: avaliação de desempenho, municipalização do ensino e sua conseqüente privatização e a reforma do ensino médio. “Para defendermos a educação temos de lutar também contra as reformas de Lula”, afirmou ainda.

O ato, embora reunisse um amplo espectro de forças, mostrou o rechaço da base ao PT e à CUT. Logo no início do ato, os servidores, com sua grande maioria de aposentadas, exigiram a retirada de uma faixa da CUT do caminhão de som. João Felício, da direção da central, também foi muito vaiado em sua intervenção.