Em Natal, direção trai greve da Educação

Manobras e agressão na assembléia da categoriaA intransigência da prefeitura de Natal (RN) levou novamente os professores da rede municipal à greve. Enquanto os trabalhadores reivindicam 62% de reajuste, o prefeito apresentou, em audiência com o Poder Judiciário, uma proposta irrisória de R$ 70 em abril e R$ 20 em outubro. Essa proposta representa uma verdadeira provocação, revelando a teimosia do prefeito Carlos Eduardo (PSB) e sua secretária de Educação, Justina Iva, apoiada pelo PT e PCdoB. Embora tenham suspendido a greve de 37 dias, os trabalhadores retomaram o movimento, passando por cima de sua direção sindical e elegendo comandos de base.

Mas a direção do sindicato (PT e PCdoB) traiu a categoria e fez de tudo para terminar com a greve na assembléia do dia 4 de abril. Há tempos os pelegos tentavam pôr fim à greve, mas a base vinha derrotando. Mas nessa última assembléia não foi possível manter o movimento. Eles fizeram uma votação secreta, trouxeram caravanas do interior (impedindo a vinda da oposição) e permitiram apenas três falas de apenas um minuto cada. Assim, conseguiram vencer por 23 votos. Para completar, a assembléia fabricada aprovou todos os membros da comissão eleitoral, uma eleição majoritária e uma prestação de contas altamente questionável.

Os membros da oposição tentaram falar ao microfone e impedir a manobra, o que gerou a agressão por parte dos pelegos. O assessor do PT, Paulo Morais, deu um soco no militante do PSTU, Nando Poeta, para impedir que este falasse. Os governistas ainda iniciaram uma campanha de calúnias, acusando Nando de iniciar a agressão.

A categoria está revoltada, muitos perguntam como fazer para tirar essa direção. Os professores começaram a perceber que a direção do sindicato tem afinidades com os governantes, que fazem parte da aliança que dão sustentação a administração municipal. Reuniões para organizar a oposição estão sendo chamadas. As eleições do sindicato serão no dia 1º de junho.