Em dia de protesto nacional, sindicatos e movimentos sociais vão parar São José dos Campos

Sindicatos, oposições e ativistas de movimentos sociais e populares vão “parar” São José dos Campos e a região nesta quarta-feira, dia 23, “Dia Nacional de Luta contra as Reformas do Governo Lula”.

Organizado pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) e outras entidades, como Intersindical e CUT, o protesto na região vai se somar a centenas de atividades em todo o Brasil.

“Este será um dia de protesto contra as propostas do governo Lula de reduzir direitos trabalhistas e previdenciários, por meio das reformas neoliberais em andamento. A data também marcará a nossa oposição a outros ataques, como a Emenda 3 e a Alta Programada”, disse o coordenador regional da Conlutas José Donizete de Almeida.

Dia de protesto
A mobilização começará bem cedo. Às 5h, haverá paralisação dos metalúrgicos da GM e, logo depois, dos petroleiros da Revap. Neste mesmo horário, deverá haver um “arrastão” nas empresas da Zona Sul de São José, que deve parar a produção das principais fábricas do bairro industrial Chácaras Reunidas.

Os sem-teto do Pinheirinho, por sua vez, vão realizar uma marcha pelas ruas da cidade. A saída do acampamento está prevista para as 8h.

Aposentados, que devem ser atingidos por mudanças com a reforma da Previdência, vão realizar uma assembléia a partir das 9h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São José. A partir das 10h, os manifestantes devem ir em passeata ao INSS, onde outras categorias, como professores, servidores do INSS e motoristas vão se concentrar.

O Sindicato dos Condutores e a Oposição devem realizar uma “Operação Tartaruga” nas ruas do Centro neste mesmo período.

Assembléias, com atraso na entrada dos trabalhadores, também serão realizadas na Johnson, Ambev, Sadefem e Monsanto e na Secretaria de Serviços Municipais de Jacareí. Ainda em Jacareí, haverá panfletagem no Pátio dos Trilhos.

“Será um dia de unificação de lutas de diversas entidades contra os ataques aos direitos. Queremos dar um recado direto ao presidente Lula, no qual estará expressa a nossa radical oposição a qualquer flexibilização na legislação que prejudique trabalhadores da ativa e aposentados”, acrescentou Donizete.