Os metroviários de São Paulo realizam um dia de mobilizações nesta terça-feira (11) como parte da Campanha Salarial da categoria e em protesto à intransigência do governo João Doria (PSDB) e da direção do Metrô.

Na madrugada, na estação da Sé do Metrô de SP, os funcionários da manutenção noturna participaram de uma mobilização organizada pelo Sindicato dos Metroviários.

Por volta das 10h, houve um ato no CCO (Centro de Controle Operacional) e caminhada até a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Os trabalhadores da operação também não usaram uniformes neste dia e os seguranças colocaram o colete da campanha salarial da categoria.

Indicativo de greve a partir desta quarta

Os metroviários denunciam que estão sem reajuste salarial há dois anos, receberam um calote na Participação nos Resultados de 2019 e 2020 e estão com diversos direitos ameaçados de diminuição ou retirada.

A categoria realiza assembleia online às 19 horas, desta terça-feira, para decidir os rumos da luta. Na semana passada, em assembleias realizadas de forma virtual, com a participação de 1.800 pessoas, os trabalhadores aprovaram indicativo de greve a partir desta quarta-feira (12), o que será o tema da reunião online de hoje.

Segundo o sindicato, nas três reuniões de negociação, a empresa afirmou que não vai reajustar os salários e benefícios e confirmou o não pagamento das participações nos resultados de 2019 e 2020. Também houve a retirada do auxílio-transporte e do Adicional Risco de Vida.

A entidade reivindica reposição salarial baseada no IPC-Fipe dos últimos 2 anos de 9,72%, reposição de Vale Refeição e Vale Alimentação de 29%, entre outros.

Doria e o Metrô têm a cara de pau de propor rasgar o acordo coletivo dos metroviários, em plena pandemia, depois de entregar bilhões para a Via Quatro-CCR, prever 15,8 bi em isenção fiscal e garantir super salários para a alta chefia do Metrô. Isso é inaceitável”, declarou o metroviário Altino Prazeres, um dos coordenadores do Sindicato dos Metroviários e integrante da direção estadual de SP da CSP-Conlutas.

A categoria está mobilizada contra os ataques de Doria e da direção do Metrô. Chega de calote! Queremos que paguem o que nos devem. Não vamos aceitar essa covardia”, afirmou.

Confira a proposta apresentada pelo Metrô aos trabalhadores:

– Reajuste salarial: 0%
– VR e VA: 0%
– Pagamento das PRs 2019 e 2020: Não
– Pagamento de Steps: Não
– Hora extra: redução de 100% para 50%
– Gratificação por Tempo de Serviço: congelado
– Gratificação de Férias: redução de 70% para 30%
– Adicional Noturno: redução para 20%
– Metrus: aumento de 14% para 20% na contribuição do metroviário
– Aviso prévio: redução à CLT (sem considerar o tempo de serviço)
– Fim da estabilidade por doença, serviço militar ou aposentadoria
– Fim do adicional de risco de vida
– Fim do auxílio transporte
– Fim do convênio com farmácias

Com informações: Sindicato dos Metroviários de SP