Eleições de Metalúrgicos de Itajubá (MG) entram na reta final

Nos dias 28 e 29 de abril, trabalhadores vão eleger a nova diretoria do sindicatoEsta foi a última semana da campanha antes das eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá, Paraisópolis e Região, em Minas Gerais, que acontecem na semana que vem.

Debate político
As eleições vêm sendo marcadas por um debate político fundamental. De um lado, a Chapa 1, apoiada pela Conlutas, apresenta um programa de independência do governo Lula e de luta em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores. De outro, a Chapa 2, ligada à CUT, defende o apoio ao governo e os acordos de flexibilização de direitos para “superar este momento difícil de crise”.

Apoio público
Itajubá é uma cidade eminentemente operária. Dos 80 mil habitantes, 10 mil são metalúrgicos. Já é visível nas principais empresas e nas ruas o apoio à chapa 1. Na Imbel, fábrica de armas do Exército, muitos vão trabalhar com a camisa da chapa 1 e do sindicato. Na Mahle, que fabrica peças dos motores da GM, os trabalhadores colaram adesivos da chapa 1 na janela dos ônibus e vaiaram os representantes da chapa 2 na portaria da empresa. Na Delphi, fabricante de chicotes elétricos automotivos, os trabalhadores se recusam a receber as camisetas e brindes distribuídos pela chapa 2.

Recohecimento pelas lutas
O apoio que a chapa 1 vem recebendo expressa o reconhecimento dos trabalhadores pelas lutas travadas em defesa do emprego e dos direitos, como a vitória contra o banco de horas e as demissões na Delphi e tantas outras conquistadas pela categoria junto com o sindicato ao longo dos anos.

É hora de decidir: votar na chapa 1 para garantir um sindicato de luta
Agora chegou o momento de os trabalhadores decidirem o seu voto nas eleições. Pedimos aos companheiros que confirmem nas urnas a sua preferência pela chapa 1 e ajudem a manter o Sindicato no caminho da independência diante do governo e da luta contra as demissões e a retirada de direitos.

Uma vitória da chapa 1 em Itajubá fortalecerá a luta nacional que estamos travando para que os trabalhadores não paguem pela crise econômica.