Educação de Belo Horizonte entra em greve

Trabalhadores enfrentam governo do PT e pedem solidariedadeOs trabalhadores em educação da rede municipal de Belo Horizonte (MG) estão iniciando uma greve da categoria nesta segunda-feira, 17 de janeiro. A greve é contra medidas administrativas tomadas pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), que aumentam a jornada de trabalho da categoria.

As portarias 226/04 e 227/04 estabelecem para a educação infantil um calendário de 241 dias de efetivo trabalho escolar e para o ensino fundamental e médio um calendário mínimo de 214 dias. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTe), o aumento da carga horária prejudicará a qualidade de ensino. Sindicalistas também consideram as portarias um ato arbitrário do governo, pois só o Conselho Municipal de Educação pode legislar sobre o calendário escolar, segundo o Sistema Municipal de Ensino de Belo Horizonte.

Os profissionais em educação de Belo Horizonte pedem a solidariedade de todas as entidades e movimentos sociais à sua greve. O prefeito Fernando Pimentel declarou ao jornal O Estado de Minas que iria cortar o ponto dos grevistas: “Vou conversar com a procuradora-geral do município e autorizá-la a entrar com pedido de ilegalidade da greve”.
Em anexo há uma proposta de nota de solidariedade, com os endereços para onde enviá-la.