grito dos excluídos 2021 no Rio de Janeiro

No dia 14/9 deverá ter início a votação da PEC 32 na Comissão Especial, na Câmara dos Deputados. Apesar de trazer modificações em relação à proposta original, o texto defendido pelo relator Arthur Maia (DEM) mantém os principais ataques à população brasileira, bem como ao conjunto do funcionalismo público.

A estabilidade, por exemplo, é ameaçada por vários mecanismos criados para ampliar e facilitar as demissões por perseguições políticas e outras formas arbitrárias.  O aumento da terceirização prejudica o atendimento gratuito à população, mesmo em relação à saúde e a educação pública.

Além da mobilização contra a PEC 32 na capital federal, aqui no RJ está sendo chamado um Ato no dia 14/9 às 16h, no Buraco do Lume, em frente ao prédio atual da Alerj. Convocado pela Frente em Defesa do Serviço Público e Estatais, também se posiciona contra os recentes ataques do governador Claudio Castro (PL) que para renovar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), conta com a articulação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), principalmente com seu presidente, André Ceciliano (PT). Privatizada a CEDAE e mantido o veto a novos concursos e reajustes, as novas cláusulas exigem que o Rio aplique uma combinação de Reforma da Previdência e Reforma Administrativa para os servidores.

Já Eduardo Paes através da PLC 04 ataca direitos dos servidores municipais, como os triênios, licença especial e fim do Regime Próprio de Previdência.

Por todos estes motivos, nós do PSTU fazemos um chamado a toda militância e organizações que se dizem de oposição a Bolsonaro, Claudio Castro e Eduardo Paes não só para a ir às ruas no dia 14 mas principalmente romper com a lógica do sistema capitalista, que mercantiliza os serviços públicos e construir um polo socialista e revolucionário comprometido com a luta e um projeto de país que seja voltado aos trabalhadores, ao povo pobre, aos negros, mulheres, indígenas e LGBTIs.