Conlutas perde no segundo turno dos servidores de Maringá

Chapa 2, Trabalhadores em Luta, presidida por Ana Pagamunici, obteve 860 votosO segundo turno para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR), no Paraná, foi realizado nos dias 4 e 5 de novembro, entre as chapas da Conlutas e da CUT. A eleição contou com 80% de participação e deu a vitória a chapa 3, da CUT, que obteve 1.069 votos e estará a frente do sindicato na gestão 2008-2011. A chapa da Conlutas, que dirigiu o sindicato nesta última gestão, conquistou 860 votos, com 44,54% dos votos.

A eleição ocorreu em dois turnos. O primeiro contou ainda com uma chapa que representava os interesses da prefeitura de Silvio Barros II (PP) e conseguiu 410 votos. A chapa da Conlutas teve 696 no primeiro turno e a da CUT, 713. No segundo turno, a diferença entre as duas chapas, que até então era de menos de 20 votos, foi ampliada para 209 votos. Foram ainda 59 nulos e 14 brancos, num total de 1.929 votos válidos.

A Conlutas, em sua gestão no sindicato, com Ana Pagamunici na presidência, transformou o sindicato em uma ferramenta de luta dos trabalhadores, retomando bandeiras como a trimestralidade e o Plano de Carreira. O sindicato fez uma forte oposição à prefeitura, se enfrentando com esta em diversos momentos, como na poderosa greve de 2006, duramente reprimida pela prefeitura.

O sindicato de Maringá, que era dirigido pela CUT há 17 anos, deixou de ser uma entidade desacreditada para se tornar uma referência, não só para os trabalhadores e trabalhadoras da região como de todo o país. O SISMMAR integrou-se ao processo de construção de uma alternativa nacional, rompendo com a CUT e construindo a Conlutas. Em seu blog de campanha, a chapa da Conlutas reivindica esse balanço: “Os trabalhadores em luta em sua gestão ousaram, com uma vanguarda, elevar a consciência e o nível político sindical da categoria”.

A chapa também lamenta o resultado e a vitória da CUT, que vai “retornar ao sindicato e ajudar Lula e seu governo a implementar as políticas contra os trabalhadores”. A chapa também afirma que a chapa cutista blindou o atual prefeito, não fez nenhuma crítica à prefeitura, e pôde contar com os votos desse setor no segundo turno. Além é claro, de todo o apoio material de sindicatos da CUT de várias partes do país.

A chapa da Conlutas agradece aos servidores, que, com uma expressiva votação, mantiveram fortalecidas uma alternativa de luta para a categoria, independente dos governos, sejam do PT ou do PP. “Saímos com sentimento do dever cumprido, fortalecidos e prontos para continuar na luta, porque somos trabalhadores, independentes de governo, somos de luta e de resistência”, afirma o blog de campanha.

  • VEJA A ENTREVISTA DE ANA PAGAMUNICI, LOGO APÓS O RESULTADO FINAL
    Vídeo publicado no blog do Rigon