Começa a Cúpula do G20 e as organizações se preparam para a grande manifestação

A cúpula anual do G20 começou hoje, a reunião dos principais líderes e bandidos imperialistas de todo o mundo. A cidade de Buenos Aires está militarizada, com mais de 30.000 membros das forças de repressão implantados para evitar os protestos.

O evento será marcado pelas discussões em torno da “guerra comercial” entre os EUA e a China, que também causam desconforto entre os mandatários europeus. Uma reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping está prevista nesse sentido.

Por outro lado, os presidentes do México, EUA e Canadá assinaram um novo acordo de livre comércio entre os três países.

O presidente russo, Vladimir Putin, chega a Buenos Aires no meio de uma nova agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, após a captura de uma armada militar ucraniana por Moscou, no Mar de Azov, ao lado da Criméia. Esse é outro motivo de tensão política.

Há outras questões, como o debate ambiental, que causa atrito entre Trump e a Europa, principalmente com o presidente francês, Macron. Além disso, continua todo o escândalo relacionado ao regime assassino do príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman.

A Cúpula será realizada em meio a uma grande mobilização, que inclui dezenas de organizações agrupadas na chamada Cúpula dos Povos, entre as quais várias delegações internacionais. Uma delas é a CSP-Conlutas do Brasil.

A LIT-QI também participa através do PSTU argentino, do PSTU brasileiro e do MIT do Chile. Ontem, quinta-feira, nas tendas instaladas na Plaza de Mayo, várias atividades foram realizadas. Uma delas, que abordou a luta contra o avanço da direita na América Latina, contou com a presença de muitas organizações e, especialmente, com o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel.

À tarde, na tenda da CSP-Conlutas, foi discutido o futuro governo de Bolsonaro no Brasil e as perspectivas da classe trabalhadora, a partir de informes de dirigentes da CSP-Conlutas.

No final da tarde, houve um ato exigindo a libertação imediata do camarada Daniel Ruíz e de todos os presos políticos do governo Macri.

Tradução: Lena Souza