Ou melhor, a cada três meses, a Petrobrás divulga que seus custos de extração vêm caindo. Então, se é assim, significa que os preços só estão subindo porque os acionistas exigem arrancar lucros altíssimos com a venda de derivados.

A privatização foi propagandeada como solução para reduzir preços de combustíveis. No entanto, vejamos o exemplo da Refinaria da Bahia, que foi privatizada para especuladores dos Emirados Árabes. Hoje, a refinaria privatizada cobra a gasolina mais cara do Brasil, criou um monopólio privado no Nordeste e demonstra claramente que, quanto mais privada for essa indústria, pior será para os trabalhadores.

A alta carga de impostos também é um problema, pois taxa os consumidores e não os dividendos dos grandes acionistas da Petrobrás ou a exportação das multinacionais. E vai continuar assim, pois as leis que estão sendo votadas no Congresso Nacional atualmente não cessam essa grande isenção de impostos para os ricos e taxação dos pobres, assim como os cartéis da distribuição e revenda foram fortalecidos com a privatização da BR Distribuidora.

Esse episódio é mais uma demonstração de que o governo Bolsonaro é fiel aos interesses dos acionistas bilionários, principalmente norte-americanos. O vilão da alta dos combustíveis é a privatização da Petrobrás, que trouxe o PPI (Paridade de Preços Internacional) e a privatização das refinarias, da BR Distribuidora e do pré-sal. Para reverter tudo isso, é preciso expulsar a Exxon, a Shell, a Total e os grandes acionistas da Petrobrás e reverter todas as privatizações realizadas nos últimos 25 anos.